Tecnologias Eu googlo, tu googlas…Há 16 anos que nós todos googlamos

Eu googlo, tu googlas…Há 16 anos que nós todos googlamos

Nasceu numa garagem e rapidamente se tornou um verdadeiro gigante da internet. Foi registada como empresa a 4 de Setembro de 1998, e 16 anos depois está, definitivamente, nas vidas de todos nós.
Eu googlo, tu googlas…Há 16 anos que nós todos googlamos
Reuters
Rita Faria 04 de setembro de 2014 às 13:22

No dia 4 de Setembro de 1998, há precisamente 16 anos, nascia aquele que se viria a tornar um verdadeiro gigante da internet. Sobre esta afirmação há dúvidas, desde logo, e não se prendem com o poderio e grandeza da Google, mas simplesmente com o seu dia aniversário; e isto porque a data real de fundação da empresa continua a ser assunto de debate.

 

Foi no dia 4 de Setembro que o portal apresentou os documentos constitutivos e se tornou, oficialmente, Google Inc. No entanto, há quem considere que 15 de Setembro é a data que marca o seu nascimento, porque foi nesse dia (mas em 1997) que foi registado o domínio google.com. Há ainda o 27 de Setembro, data escolhida pela própria empresa para soprar as velas, porque terá sido nesse dia que se inaugurou o "berço" da Google. E não, não foi um mega edifício em Silicon Valley. Foi uma garagem em Merlon Park.

 

Da garagem para o mundo: o bebé que virou gigante

 

E porque 16 anos já merecem um pouco de história, vamos a ela. Os protagonistas são Sergey Brin e Larry Page que, em 1995, começaram a trabalhar no "Projecto Biblioteca Digital" na Universidade de Stanford. Larry era graduado em Engenharia Eléctrica e tinha experiência em "web design". Sergey Brin, formado em Matemática e Ciências da Computação, era especialista em processamento de dados. Juntos criaram um algoritmo para a pesquisa de dados, o "PageRank", que se viria a tornar no coração da Google. Já nessa altura, o slogan era qualquer coisa como "PageRank: trazer ordem para a internet". Não sonhariam, na altura, com o alcance dessa tecnologia, que acabou por criar, não só uma nova ordem, como um novo paradigma da internet.

 

Em Janeiro de 1996, Sergey e Larry partiram do PageRank para desenvolver um motor de busca, o BackRub, que teve como primeiros utilizadores os estudantes e professores de Stanford.  Na altura, um motor de busca era algo tão esotérico, que Larry disponibilizou explicações em forma de FAQ (perguntas frequentes) e, se dúvidas restassem, o seu próprio número de telefone (415) 723-3154 para mais esclarecimentos.  

 

Apenas um ano depois (1997), o BackRub torna-se "Google". A explicação? Um jogo de palavras com o termo ‘googol’, um termo matemático para o dígito 1 seguido de 100 zeros. A utilização deste termo "reflecte a missão de organizar uma quantidade infinita de informação e disponibilizá-la na Web", lê-se na história da empresa no seu "site".

 

Com vontade de dar o salto, Larry e Sergey dão a conhecer o seu projecto ao Centro de Licenciamento de Tecnologias da Universidade de Stanford, para que entrasse em contacto com potenciais interessados no Google. Na altura, tanto a Yahoo! como a Excite disseram que não, e perante a falta de propostas, os dois jovens decidem criar a sua própria empresa. No Verão de 1998, em casa de um amigo comum, Larry e Sergey conhecem Andy Bechtolsheim (vice-presidente da Cisco Systems) e falam-lhe do Google. Trinta minutos depois, Andy assina um cheque de 100 mil dólares em nome da Google Inc. Reza a história que, para descontarem o cheque, os dois amigos viram-se obrigados a dar uma morada física à empresa, alugando, para tal, uma garagem em Merlon Park. E foi assim que nasceu a Google.

 

"O lugar era como um jardim zoológico em tempo integral"

 

O ano 2000 marca o salto de gigante da empresa criada por Larry e Sergey, especialmente depois do acordo estabelecido com a Yahoo, em Junho, que permitiu à Google aumentar a sua reputação como uma das ferramentas de pesquisa mais fiáveis e precisas do mundo.

 

Estabeleceu-se, definitivamente, como uma grande empresa na cena internacional, embora dentro de portas, a cultura empresarial criativa e descontraída que sempre a caracterizou tenha espantado os mais incautos. É no próprio "site" que se pode ler que, em 2001, o gestor Eric Schmidt foi contratado para gerir os negócios da empresa, tendo estranhado, desde logo, o ambiente de trabalho. "O lugar era como um jardim zoológico em tempo integral", definiu.

 

Obcecado em cortar custos e pôr ordem na casa, Schmidt era alvo constante de brincadeiras por parte de Brin e Page. A dupla comprava os objectos estranhos com o cartão de crédito da empresa e mandava entregar na sala do executivo. Uma cabine telefónica e uma cadeira de massagens foram alguns dos "presentes" recebidos por Schmidt dos seus próprios patrões.

 

Apesar de perder a parceria com a Yahoo, em 2004, a Google continuou a aumentar a sua cobertura na internet e desenvolveu inúmeras versões regionais da sua ferramenta de pesquisa, tanto em inglês como noutras línguas. É lançado o AdWords, com 350 clientes, o Google Notícias, com quatro mil fontes noticiosas na época e, em 2004, a empresa muda-se para a sua nova casa, o "Googleplex" em Mountain View. Em Agosto desse mesmo ano, a empresa entrava em bolsa, com um preço de emissão de 85 dólares por acção.

 

Nos anos seguintes, uma série de novos anúncios incluíram o Gmail, o Google Earth, o Google Talk, o Google Maps, a aquisição do Youtube, em 2006, o lançamento do Android, em 2007, a introdução do Chrome, em 2008, e o lançamento do Google+ em 2011. A introdução do verbo "googlar" foi algures nos entretantos.

 

Google aposta na computação quântica para aperfeiçoar inteligência artificial

 

Recentemente, a Google tem reforçado a aposta na computação quântica, em parceria com cientistas da Universidade da Califórnia, Santa Barbara (UCSB) para a construção de processadores de ponta.

 

Esta terça-feira, a empresa anunciou o estabelecimento de uma parceria com o investigador John Martinis, que vai juntar-se à equipa que trabalha na aplicação da computação quântica ao desenvolvimento da inteligência artificial. Os computadores quânticos procuram utilizar propriedades das partículas subatómicas para realizar cálculos milhões de vezes mais rápido do que os computadores convencionais.

 

 




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