Tecnologias Facebook suspende 200 aplicações por uso indevido de dados

Facebook suspende 200 aplicações por uso indevido de dados

A rede social já suspendeu cerca de 200 aplicações que tenham tido acesso a grandes quantidades de dados dos utilizadores, uma resposta ao escândalo da Cambridge Analytica.
Facebook suspende 200 aplicações por uso indevido de dados
Reuters
Raquel Murgeira 14 de maio de 2018 às 14:23

O Facebook já suspendeu cerca de 200 aplicações que tenham tido acesso a "grandes quantidades de informação" dos utilizadores da rede social, uma medida em função da investigação que surge depois do escândalo da Cambridge Analytica, segundo Ime Archibong, vice-presidente de parcerias de produtos do Facebook, citado na Reuters.

A rede social assegura que já analisou milhares de aplicações, como parte de uma investigação lançada pelo CEO Mark Zuckerberg, em Março. O líder do Facebook garante que todas as aplicações que tiveram acesso a "grandes quantidades de informação" antes de a empresa reduzir o acesso aos dados dos utilizadores, em 2014, vão ser investigadas.

"Há muito trabalho a ser feito para encontrar todas as aplicações que possam ter usado mal os dados dos utilizadores do Facebook - e isso levará tempo", disse Archibong, citado na Reuters. "Temos grandes equipas de especialistas internos e externos a trabalhar no duro para investigar essas aplicações o mais rápido possível", acrescentou.

A investigação surge depois do Facebook ter sido atingido, em Março, por um escândalo de privacidade de dados em torno do facto da consultora política Cambridge Analytica ter acedido à informação pessoal de mais de 87 milhões de utilizadores, sem a permissão dos mesmos.

O incidente levou a várias reacções negativas por parte de celebridades, utilizadores e accionistas da empresa, tendo resultado em grandes perdas em valor de mercado da cotada. Zuckerberg pediu desculpas pelos erros cometidos e testemunhou frente aos membros do Congresso dos EUA. 

A empresa recuperou grande parte do seu valor de mercado, depois de ter reportado resultados, em Abril. As vendas da empresa sediada na Califórnia aumentaram 49% face ao período homólogo de 2017, para 11,97 mil milhões de dólares, quando a projecção média apontada pelos analistas inquiridos pela Bloomberg era de 11,4 mil milhões.

Já os lucros da rede social também foram superiores às estimativas dos analistas. A empresa registou um aumento de 63% do seu resultado líquido, para 4,99 mil milhões de dólares (1,69 dólares por acção), quando as previsões apontavam para um lucro por acção de 1,35 dólares.




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