Tecnologias Horas de trabalho a mais? No Japão vai haver um drone a mandar empregados para casa

Horas de trabalho a mais? No Japão vai haver um drone a mandar empregados para casa

Ao som de "Chegou a hora do adeus", a partir de Abril as empresas japonesas já podem controlar os trabalhadores que ficam horas a mais no trabalho e pressioná-los a ir para casa. Com a ajuda de um drone.
Horas de trabalho a mais? No Japão vai haver um drone a mandar empregados para casa
Bloomberg
Negócios 07 de dezembro de 2017 às 13:30
Esta é daquelas notícias que tem de ser lida à luz da cultura de cada país. E o país de que se fala é o Japão, famoso pelo excesso de horas de trabalho que os funcionários dedicam às empresas, como prova-mor da sua lealdade.

O trabalho extraordinário está mesmo a ser tratado pelo governo local como um problema de saúde, desde que nos últimos anos se estabeleceu um fenómeno conhecido como "karoshi" - acidentes cardiovasculares, risco de doenças cardíacas ou mesmo suicídio associados ao excesso de horas passadas no emprego.

Uma possível solução para o problema está a ser desenhado por uma empresa especializada em segurança e limpezas, a Taisei, e será posto em prática em Abril: um drone, que a partir de uma determinada altura do dia sobrevoa os colaboradores no escritório, usando uma música para os avisar que está na hora de voltar a casa.

A canção - Auld Lang Syne, um tema típico escocês, conhecido em Portugal como "Chegou a hora do adeus" -, é a mesma que costuma ser usada nas lojas japonesas para avisar os clientes de que está a chegar a hora de fechar portas (como ilustra o vídeo em baixo).



Equipado com uma câmara que regista e grava as imagens do escritório em tempo real - podendo vir a ter um detector facial -, o dispositivo que custará cerca de 370 euros vai fazer as rondas pelos escritórios de forma autónoma ao longo de um trajecto pré-programado.

Até agora, as empresas têm procurado resolver o excesso de horas de trabalho dos empregados recorrendo ao pessoal da segurança, que avisa os colaboradores de que está na hora de arrumar a secretária, mas a escassez de mão-de-obra nesta área é tal que a adopção desta solução tecnológica vem a calhar.

Segundo a BFM TV, no ano fiscal terminado em Março passado o país tinha identificado 191 casos "karoshi", sendo que 7,7% dos trabalhadores japoneses trabalhavam mais de 20 horas extra por semana. 



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