Tecnologias Inteligência artificial ganha segundo jogo de "Go" ao campeão mundial

Inteligência artificial ganha segundo jogo de "Go" ao campeão mundial

Máquina 2, homem 0. O programa de inteligência artificial AlphaGo, da Google, ganhou a segunda partida de "Go" contra Lee Se-dol, campeão mundial deste jogo milenar chinês.
Inteligência artificial ganha segundo jogo de "Go" ao campeão mundial
Bloomberg
André Vinagre 10 de Março de 2016 às 11:24

O sistema de inteligência artificial AlphaGo, da DeepMind, empresa que faz parte do universo da Google, voltou a ganhar uma partida do jogo de estratégia chinês "Go" contra o campeão do mundo Lee Se-dol, avança esta quinta-feira, 10 de Março, a Business Insider.

 

Segundo a publicação, esta partida foi bastante renhida, mas o AlphaGo está, agora, mais perto de vencer a competição de cinco jogos contra o sul-coreano Lee Se-dol. Para já, a máquina leva vantagem e o campeão mundial vê-se obrigado a vencer o próximo jogo para se manter na corrida.

 

Esta série de vitórias representa um significativo avanço da inteligência artificial e na quarta-feira já tinha sido festejada com especial entusiasmo por parte da equipa da DeepMind. "Fizemos história!", disse o co-fundador do programa de inteligência artificial da Google, Mustafa Suleyman, no Twitter.

 

Se o sul-coreano ganhar esta competição, recebe um prémio de um milhão de dólares (cerca de 912 mil euros) e reafirma o seu título de campeão do mundo de "Go". Caso o AlphaGo vença, a Google vai doar o dinheiro do prémio a instituições de caridade.

 

"Go" é um jogo de estratégia em que dois jogadores posicionam pedras de cores opostas no tabuleiro e o objectivo é cercar o território do adversário. Este jogo teve origem na China, há cerca de 2,5 mil anos. Este jogo pode durar horas e, para vencer, é necessária estratégia, intuição e resistência mental, explica a CNN.

 

Ensinar este jogo aos computadores tem sido um dos objectivos mais importantes para os cientistas que desenvolvem sistemas de inteligência artificial. Demis Hassabis, CEO da DeepMind, da Google, diz mesmo que "'Go' é o jogo mais profundo que a humanidade já concebeu".




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