Tecnologias Investidores aplaudem intenção do Facebook de reforçar relações com a banca

Investidores aplaudem intenção do Facebook de reforçar relações com a banca

A rede social co-fundada e liderada por Mark Zuckerberg avançou que está a fazer parcerias com bancos e empresas de cartões de crédito para oferecer serviços como conversação online entre essas instituições e os seus clientes, que poderão também falar com os seus gestores de conta.
Investidores aplaudem intenção do Facebook de reforçar relações com a banca
Reuters
Carla Pedro 06 de agosto de 2018 às 23:18

A tecnológica liderada por Mark Zuckerberg desmentiu esta segunda-feira informações que davam conta de que o Facebook iria possibilitar que os seus utilizadores acedessem aos seus extractos bancários através da rede social.

 

No entanto, avançou que está a fazer parcerias com bancos e empresas de cartões de crédito para oferecer serviços como conversação online entre essas instituições e os seus clientes, que poderão também falar com os seus gestores de conta.

 

Essa informação fez com que as acções do Facebook ganhassem terreno, já que os investidores ficaram satisfeitos com a possibilidade de a rede social estar a reforçar as suas relações com a banca para disponibilizar produtos de serviço ao cliente através do Messenger.

 

As acções da rede social encerraram a sessão regular desta terça-feira a somar 4,45% em Wall Street, para 185,69 dólares.

No passado dia 25 de Julho, a tecnológica reportou os resultados do seu segundo trimestre fiscal. E pela primeira vez desde 2015 divulgou receitas abaixo das estimativas dos analistas.

 

As vendas da empresa sediada em Menlo Park (Califórnia) aumentaram 42% face ao período homólogo de 2017, para 13,2 mil milhões de dólares, quando a projecção média apontada pelos analistas inquiridos pela Bloomberg era de 13,3 mil milhões.

 

Já os lucros da tecnológica foram superiores às estimativas dos analistas. A empresa registou um aumento de 33% do seu resultado líquido, para 5,11 mil milhões de dólares (1,74 dólares por acção), quando as previsões apontavam para um lucro por acção de 1,71 dólares.

 

Por sua vez, a audiência de "Facebookianos" desagradou ao mercado, com a empresa a anunciar 1,47 mil milhões de utilizadores activos mensais entre Abril e Junho, contra 1,48 mil milhões esperados pelas estimativas médias dos analistas.