Tecnologias Netflix estuda novo pacote na Europa com preço mínimo de 16,99 euros

Netflix estuda novo pacote na Europa com preço mínimo de 16,99 euros

A gigante de streaming Netflix está a ponderar introduzir um novo pacote na Europa, denominado Ultra, que será o mais caro proposto até agora. Este novo serviço poderá aumentar em mais de 20% o pacote mais caro actualmente em vigor.
Netflix estuda novo pacote na Europa com preço mínimo de 16,99 euros
Bloomberg
Carla Pedro 04 de julho de 2018 às 20:15

A norte-americana Netflix está a pensar criar um novo pacote de serviços na Europa, denominado Ultra, que poderá aumentar os preços da assinatura do pacote mais caro em mais de 20%, refere a Gadgets360.

 

De acordo com a mesma fonte, a subscrição do Ultra poderá custar 16,99 euros. No entanto, a PhoneFreaks diz, citando a TuttoAndroid, que o preço poderá ficar algures no intervalo entre os 16,99 e os 19,99 euros.

 

Actualmente, a empresa oferece três pacotes – o Básico, o Standard e o Premium – mas em breve poderá apresentar o seu pacote mais caro até ao momento.

 

Diz o The Telegraph que este novo pacote poderá substituir a actual opção Premium (13,99 euros é o preço actual desta assinatura em Portugal), que é de momento a mais cara e que permite que os subscritores possam aceder à transmissão simultânea de vídeo e áudio em 4K em quatro ecrãs diferentes e sejam capazes de visualizar em ‘grande alcance dinâmico’ (HDR).

Se o Ultra, na qualidade de quarto pacote, vier a substituir a actual oferta do Premium (que poderá passar a transmitir em simultâneo apenas em dois ecrãs, perdendo também o acesso ao HDR), isso irá penalizar quem é neste momento assinante desta solução - uma vez que poderá ter de pagar mais de um quinto do actual preço para continuar a poder dispor das soluções actuais, referem os meios do sector.

 

Adicionalmente, segundo a Gadgets360, a fornecedora de filmes e séries de televisão via streaming poderá também introduzir algumas alterações aos actuais pacotes.

Em Maio passado, a Netflix superou a Disney em valor de mercado, tornando-se a empresa de entretenimento mais valiosa do mundo.

 

A contribuir esteve uma "monumental transição" dos espectadores dos cinemas para a TV por cabo, referiu na altura a Reuters.

 

A empresa tem ganho bastante com o vasto leque de programas originais, que lhe valem actualmente 125 milhões de assinantes a nível mundial – alguns dos quais, segundo a Reuters, abriram mão dos pacotes da TV por cabo.

 

Desde o início do ano, a Netflix acumula uma escalada de 103,44%, uma valorização superior à de qualquer outra cotada no índice Standard & Poor’s 500.

 

Desde a entrada em bolsa da Netflix, em 2012, quando ainda só fornecia um serviço de distribuição de DVD por encomenda pelos correios, as suas acções dispararam cerca de 33.000%.

 

A Netflix faz parte das chamadas FAANG – Facebook, Apple, Amazon, Netflix e Google –, isto é, as empresas onde a maioria dos investidores em tecnologias considera que devem ter posições.


(notícia actualizada às 20:49)




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