Tecnologias Portugal cresce acima da média e é agora o 14º país mais digitalizado da UE

Portugal cresce acima da média e é agora o 14º país mais digitalizado da UE

Portugal encontra-se entre os cinco países da União Europeia que mais progrediram no último ano e apresentam um resultado acima da média no domínio digital, tendo subido ao 14.º posto do "ranking" europeu, revela um estudo da Comissão Europeia.
Portugal cresce acima da média e é agora o 14º país mais digitalizado da UE
Lusa 25 de Fevereiro de 2016 às 01:40

O "Índice de Digitalidade da Economia e da Sociedade" de 2016, que a Comissão Europeia apresentará esta quinta-feira de manhã em Bruxelas, revela que Portugal obtém uma classificação global de 0,53 pontos (a pontuação vai de 0 a 1), passando à primeira metade da tabela, no 14.º posto, ligeiramente acima da média comunitária (0,52 pontos), quando no ano passado era 16.º, com 0,49 pontos.

 

Portugal integra, assim, no índice deste ano o grupo dos países que estão a evoluir mais rapidamente (juntamente com Holanda, Estónia, Alemanha, Malta e Áustria), embora se mantenha longe dos lugares de topo do "ranking" europeu no domínio digital, ocupados por Dinamarca, Holanda, Suécia e Finlândia, todos próximos dos 0,7 pontos.

 

Elaborado com base em indicadores estruturados em cinco vertentes - conectividade, capital humano, utilização de internet, integração das tecnologias digitais e serviços públicos digitais - o relatório aponta que Portugal dispõe de serviços públicos "online" avançados (ocupando mesmo o 8º lugar nesta categoria, entre os 28 Estados-membros), um "desempenho acima da média na digitalização das empresas) e redes de banda larga que asseguram uma boa cobertura, estando a Internet rápida disponível para 91% das residências.

 

A Comissão Europeia sustenta que nesta fase "o maior desafio para o país é melhorar as competências digitais dos seus cidadãos", pois cerca de metade da população não tem competências digitais básicas, e levá-los a aderirem às actividades em linha (28% nunca utilizaram a Internet), "para que possam participar plenamente na economia e na sociedade digitais".

 

Em termos gerais, o executivo comunitário adverte todavia que "são necessárias medidas, tanto a nível nacional como da UE, para eliminar os obstáculos que impedem os países da UE de beneficiar plenamente das oportunidades proporcionadas pelas tecnologias digitais".

 

"A UE está a progredir mas não à velocidade desejável. Não podemos cruzar os braços. São necessárias medidas para recuperar o atraso que nos separa do Japão, dos Estados Unidos e da Coreia do Sul", comentou o comissário europeu com a pasta da Economia e Sociedade Digitais, Günther Oettinger. 




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comentários mais recentes
Anónimo 25.02.2016

Não se podem digitalizar os políticos? O*s grandes escritórios de advogados? As PPP's? As subvenções vitalícias?
Os banqueiros falidos com direito a ajuda dos contribuintes? Resumindo: Fórmula Islândia

Anónimo 25.02.2016

Não esqueçam , tudo mérito do anterior governo ,estes estão a governar com duodécimos , quando começarem a dispilfarrar com o orçamento do BE e do PCP é que vão ser elas.Ouviram o programa Negocios da Semana ontem? Só com estes programas podemos ficar informados.da realidade..

Manolo 25.02.2016

Sim, é incrível !
Um dos países mais mal pagos, em crise, com uma brutal carga de impostos, com gente a morrer à fome, e o fisco obriga o povo a controlar a facturação de empresas, via internet, uma das mais caras da CEE, pagando ainda IVA na totalidade?

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