Tecnologias Toshiba consegue que auditor assine as contas. Teve prejuízos de 7,5 mil milhões de euros

Toshiba consegue que auditor assine as contas. Teve prejuízos de 7,5 mil milhões de euros

A tecnológica japonesa finalmente conseguiu que um auditor aprovasse as contas, depois do escândalo contabilístico que assolou a empresa e que foi espoletado pelo facto do auditor se recusar a assinar as contas. Os prejuízos ascendem a 7,5 mil milhões de euros.
Toshiba consegue que auditor assine as contas. Teve prejuízos de 7,5 mil milhões de euros
Bloomberg
Sara Antunes 10 de agosto de 2017 às 07:56

A Toshiba reportou um prejuízo de 965,7 mil milhões de ienes (7,5 mil milhões de euros) no ano fiscal terminado em Março, de acordo com a informação disponibilizada pela tecnológica e citada pela Bloomberg.

 

Os números acabaram por ser menos negativos do que o antecipado pelos analistas consultados pela Bloomberg que apontavam para um prejuízo médio de 977,4 mil milhões de ienes. O cenário central da empresa japonesa também apontava para um prejuízo de 1,01 bilião de ienes.

 

A Toshiba apresentou ainda as suas previsões para este ano fiscal, que terminaram em Março de 2018, apontando para que seja um regresso aos lucros, estimando que no final do ano os lucros ascendam a 230 mil milhões de ienes.

 

A penalizar os resultados da empresa esteve a unidade nuclear, Westinghouse Electric, que faliu no início do ano. Esta falência obrigou a Toshiba a registar perdas elevada, o que penalizou os resultados da tecnológica.

 

Em Abril, foi noticiado que o auditor das contas da Toshiba se tinha recusado a assinar as contas do gigante tecnológico japonês por discordâncias quanto à repercussão nas contas das perdas com a unidade nuclear norte-americana. Esta quinta-feira, 10 de Agosto, finalmente foram conhecidos os números do ano fiscal, com um auditor a assinar os números.

 

As acções da Toshiba subiram 0,69% para 292,0 ienes, tendo chegado a apreciar mais de 3% durante a sessão. Os títulos conseguem assim fechar a valorizar pelo quarto dia consecutivo, um período que permite à Toshiba regressar aos ganhos no acumulado do ano, subindo 3%.




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