Tecnologias Volume de negócios da Critical Software sobe 18% em 2016 para 30 milhões

Volume de negócios da Critical Software sobe 18% em 2016 para 30 milhões

Estes "são muito bons resultados e dá-nos confiança", disse à Lusa o presidente executivo da tecnológica de sistemas e software, salientando que os resultados demonstram "uma capacidade de geração de riqueza".
Volume de negócios da Critical Software sobe 18% em 2016 para 30 milhões
Bruno Simão
Lusa 10 de abril de 2017 às 07:42

O volume de negócios da Critical Software subiu 18% no ano passado, face a 2015, para 30 milhões de euros, o que para o presidente executivo da tecnológica portuguesa, Gonçalo Quadros, se traduz num "muito bom resultado".

 

Segundo a empresa, este é o melhor "resultado de sempre na vida" da Critical Software.

 

O resultado antes de impostos, juros, depreciações e amortizações (EBITDA) atingiu os 4,9 milhões de euros, "o que corresponde a 16% do volume de negócios", segundo a Critical Software.

 

Já o resultado operacional (EBIT) avançou 16% para 2,9 milhões de euros, "cerca de 10% do volume de negócios global".

 

Estes "são muito bons resultados e dá-nos confiança", disse à Lusa o presidente executivo da tecnológica de sistemas e software, salientando que os resultados demonstram "uma capacidade de geração de riqueza".

 

Apontando que "todos os indicadores tiveram boa performance" no ano passado, Gonçalo Quadros sublinhou que "uma parte relevante" do desempenho e crescimento da Critical Software em 2016 se deveu "ao mercado alemão e inglês que valorizam as competências" da tecnológica portuguesa.

 

De acordo com o gestor, o Reino Unido e a Alemanha compensaram o abrandamento registado em Moçambique, Angola e Brasil, países que "estão em fase menos boa e tiveram impacto" na actividade da Critical Software.

 

No início deste ano, a tecnológica portuguesa abriu uma subsidiária na Alemanha, em Munique.

 

"Decidimos abrir uma subsidiária em Munique para promover a ligação ao mercado alemão", acrescentou, tendo em conta que existem "boas perspectivas de crescimento" naquele mercado.

 

O Reino Unido e a Alemanha "representam cerca de 40% do nosso negócio", sublinhou Gonçalo Quadros, sendo que mais de dois terços (83%) da actividade da tecnológica provêm do exterior.

 

Actualmente, a Critical Software exporta para mais de uma dúzia de mercados.

 

Questionado sobre a eventualidade do Brexit (saída do Reino Unido da União Europeia) vir a influenciar o negócio da Critical Software naquele mercado, Gonçalo Quadros considerou ainda ser cedo para saber.

 

"Depende muito do que acontecer com o Brexit. Tenho dúvidas que o Reino Unido se separe do continente europeu. Acho que o bom senso vai prevalecer", afirmou o presidente executivo.

 

Nos últimos três anos, a multinacional portuguesa registou uma subida de 54% do seu volume de negócios, nomeadamente devido aos mercados britânico e alemão.

 

O novo escritório da Critical Software na cidade do Porto permite contar com uma equipa de 150 engenheiros, enquanto o novo escritório na Alemanha posiciona a tecnológica no seio de um dos principais centros tecnológicos da Europa.

 

Para este ano, Gonçalo Quadros disse esperar que a empresa continue a crescer em termos de resultados.

 

"Queremos voltar a crescer" em 2017, com uma "meta de 20% ao ano", concluiu o presidente executivo.

 




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