Redes Sociais Perfil no Facebook? Empregadores têm de pedir autorização para avaliar candidatos

Perfil no Facebook? Empregadores têm de pedir autorização para avaliar candidatos

As novas regras de protecção de dados da União Europeia vão exigir que os candidatos a um emprego sejam avisados pela empresa da sua intenção de avaliá-lo também pelos seus perfis nas redes sociais.
Perfil no Facebook? Empregadores têm de pedir autorização para avaliar candidatos
Reuters
Wilson Ledo 13 de julho de 2017 às 10:56

Ver os perfis nas redes sociais de candidatos, antes de decidir contratá-los, é uma prática recorrente em muitas empresas. Quem o faz pode estar a violar a lei europeia de protecção de dados, consideram os reguladores europeus.

Numa altura em que se reforçam políticas de protecção de dados, os empregadores terão de passar a apresentar um "fundamento jurídico" antes de verificar os perfis das redes sociais de potenciais empregados, como Facebook, Twitter ou Instagram. E é preciso que os dados a recolher sejam "revelantes para o desempenho do trabalho".


Os reguladores, num grupo de trabalho conhecido como grupo do Artigo 29, não têm poder para criar lei mas a sua influência é notória, numa procura de uniformização das normas entre os diferentes Estados-Membros, explica o Financial Times.


As novas directivas deste grupo dizem que os empregadores "não devem assumir que, simplesmente, o perfil de um indivíduo nas redes sociais está disponível publicamente". Assim, os candidatos devem ser informados durante o processo de candidatura de que a empresa pretende fazer essa avaliação das redes sociais, sem ser forçado a aceitar esse pedido.


Nas empresas maiores, prevê a nova legislação, será necessário nomear um "agente de protecção de dados" para garantir que a mesma é aplicada. Caso contrário, poderão existir multas até 20 milhões de euros, concretiza o jornal financeiro.


Estima-se que 60% dos empregados usem as redes sociais para avaliar potenciais candidatos antes de tomarem uma decisão sobre contratar ou não.


As novas regras vão mais longe e proíbem os empregadores de compartilhar informações "desnecessárias" sobre os seus funcionários com os clientes. Outro dos pontos é a monitorização da actividade "online" de um funcionário quando trabalha a partir de casa, que os reguladores consideram "muito improvável de ter um fundamento legal sob interesse legítimo".




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