Telecomunicações Mudança de faixa da TDT por causa do 5G preocupa Altice

Mudança de faixa da TDT por causa do 5G preocupa Altice

Alexandre Fonseca, presidente da Altice Portugal, diz ter sido surpreendido com a decisão da Anacom relativamente à libertação de frequências para o 5G.
Mudança de faixa da TDT por causa do 5G preocupa Altice
Lusa 04 de julho de 2018 às 15:19

A Altice Portugal admitiu esta quarta-feira, 4 de Julho, estar "muito preocupada" com a decisão da Anacom, anunciada na terça-feira, de mudar em 2019 a frequência usada nas transmissões da Televisão Digital Terrestre (TDT), por poder prejudicar utilizadores menos informados.

 

"As pessoas que usam a TDT sabemos que são pessoas que têm um nível etário, e do ponto de vista da utilização de tecnologia, que é limitado. E, nessa perspectiva, ficamos muito preocupados com medidas desta natureza", afirmou o presidente executivo da Altice Portugal, Alexandre Fonseca, à margem de uma demonstração em ambiente de rede comercial das futuras redes da quinta geração de telemóveis (5G).

 

As frequências usadas nas transmissões da TDT vão mudar em 2019, tendo a Anacom - Autoridade Nacional de Comunicações na terça-feira, em comunicado divulgado, dado a conhecer o roteiro para a libertação da banda de frequências dos 700 Mega-Hertz (MHz), que vai deixar de ser usada pela TDT para poder acomodar o 5G.

 

A libertação desse espectro deve estar concluída até 30 de Junho de 2020, segundo anunciou o regulador das comunicações e, a partir dessa data, as transmissões de TDT deixam de poder ser feitas na actual faixa, entre os 470 e os 694 MHz.

 

O problema, segundo a Altice, é que esta mudança vai ser imediata, sem haver simultaneidade entre a frequência de transmissão anterior de TDT e a nova transmissão, o que significa que alguns utilizadores podem não ver o serviço enquanto não sintonizarem a caixa.

 

"Infelizmente, uma vez mais, o alinhamento entre os operadores e o regulador não foi o que gostaríamos e achamos relevante, porque efectivamente também fomos apanhados de surpresa pela comunicação feita pela imprensa" na terça-feira, explicou Alexandre Fonseca.

 

Quanto ao leilão de venda de espectro para o 5G, o presidente da Altice afirmou que "não se pode, uma vez mais, cair na tentação de ver este leilão como uma ferramenta de financiar reguladores (...) e Estados".

 

Para Alexandre Fonseca, o 5G tem de ser visto "como um paradigma de desenvolvimento social", não apenas tecnológico, razão porque o leilão deve ser feito de "uma forma mais inclusiva", colocando os operadores "dentro da discussão".




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