Telecomunicações Oi está a preparar-se para entrar “numa nova era”

Oi está a preparar-se para entrar “numa nova era”

A administração da operadora brasileira garante que está a “reunir todos os esforços” para executar o aumento de capital. E acredita que a AG agendada para 3 de Setembro vai marcar uma nova era.
Oi está a preparar-se para entrar “numa nova era”
Reuters
Sara Ribeiro 14 de agosto de 2018 às 15:41

O conselho de administração da Oi, que tem a Pharol como accionista, está confiante de que a partir de 3 de Setembro a operadora brasileira vai entrar num novo ciclo. Em causa está realização da assembleia geral extraordinária que tem como ponto da agenda a alteração dos estatutos para o aumento de capital, mas também o novo "board" da empresa. "O conselho será permanente e será formado por membros independentes", sublinhou Eurico Teles, presidente executivo da Oi. "Marca uma nova era", apontou.

Na conferência com analistas, após os resultados do primeiro semestre, o responsável garantiu ainda que já estão a "preparar a companhia para um novo ciclo de investimentos, que será financiado pelo aumento de capital" no valor de 4 mil milhões de reais (904 milhões de euros). A operação, que está prevista no plano de recuperação judicial aprovada pelos accionistas e pela justiça brasileira, deve ficar concluída até ao final do ano.

"Já estamos a reunir todos os esforços para o aumento de capital que será essencial para a nova era", acrescentou. "Estamos no caminho certo para construir uma nova Oi".

Um dos exemplos destacados pela Oi para esta visão de investimentos futuros para impulsionar o crescimento da operadora foi a parceria estabelecida com a Huawei para a actualização da infra-estrutura de fibra e da modernização da rede móvel para a implementação do 4,5G e5G. Até ao final do ano, a Oi espera ter 1 milhão de clientes com fibra.

O plano de recuperação da Oi foi aprovado pelos credores em Dezembro do ano passado. A Pharol tem-se mostrado contra o plano pela diluição que representa. O Tribunal em Lisboa também não homologou o processo de recuperação da Oi, por entender que tem de esperar que os recursos transitem em julgado.

A operador registou prejuízos de 1,2 milhões de reais (cerca de 270 mil euros) no segundo trimestre, depois de, nos primeiros três meses do ano ter conseguido lucros de 30,5 milhões (6,87 milhões de euros). Porém, tendo em conta os primeiros seis meses do ano, o resultado líquido foi positivo tendo alcançado 29,2 milhões de reais (cerca de 6,5 milhões de euros).




pub