Fusão Zon/Optimus Zon Optimus admite riscos na concretização dos compromissos com Autoridade da Concorrência

Zon Optimus admite riscos na concretização dos compromissos com Autoridade da Concorrência

Há riscos na concretização dos compromissos acordados com a Autoridade da Concorrência para aprovação da fusão entre a Zon e a Optimus. É a própria empresa que o admite, havendo, nomeadamente, riscos ao nível operacional, com a saída de alguns clientes do universo Optimus.
Zon Optimus admite riscos na concretização dos compromissos com Autoridade da Concorrência
Alexandra Machado 06 de fevereiro de 2014 às 10:09

Os compromissos acordados com a Autoridade da Concorrência para que a fusão da Zon com a Optimus fosse aprovada estão em concretização, mas no prospecto da Oferta Pública de Aquisição (OPA) lançada pela Sonaecom a empresa fala em riscos. 

 

Um dos riscos é, por exemplo, o de perda de clientes por via da eliminação da fidelidalização para os clientes "triple play" da Optimus. Esta supressão "aumenta a probabilidade de perda dos referidos clientes, não se podendo afastar a possibilidade de, no caso de alguns deles, não ser possível recuperar eventuais valores de subsidiação", ainda que os clientes tenham de devolver os equipamentos, "o que minimiza este risco". O risco é ainda limitado, uma vez que a Optimus tinha relativamente poucos clientes "triple play".

 

O outro compromisso onde a Sonaecom vê riscos é o da venda da rede de fibra óptica à Vodafone e na disponibilização da sua rede a terceiros. "Apesar de os compromissos especificarem já um conjunto de termos e condições, não se pode, contudo, afastar a eventual existência de divergências e consequente desacordo na sua negociação definitiva que, a ocorrerem,poderão dar lugar à intervenção de uma comissão arbitral", estando a Optimus vinculada a aceitar a decisão dessa comissão arbitral "ainda que os mesmos não sejam os que a Optimus Comunicações considera mais apropriados".

 

A rede de fibra óptica da Optimus está situada nos concelhos de Matosinhos, Porto, Vila Nova de Gaia, Odivelas, Lisboa, Oeiras e Sintra.

 

Estes compromissos, alerta ainda a operadora, poderão resultar num reforço concorrencial nas zonas em questão. 

 

No prospecto não é feito o ponto de situação da execução destes compromissos. 




pub