Aviação Cativações travam campanha da ANAC sobre drones

Cativações travam campanha da ANAC sobre drones

O regulador da aviação civil revelou também que as cativações estão a ter consequências nas deslocações de inspectores e na compra de papel para as licenças dos pilotos.
Cativações travam campanha da ANAC sobre drones
Miguel Baltazar
Maria João Babo 27 de abril de 2018 às 11:31

O presidente da Autoridade Nacional da Aviação Civil (ANAC), Luís Ribeiro, disse esta sexta-feira no Parlamento que o regulador que lidera tem "sido atingido" pelas cativações, as quais têm vindo "a manifestar-se por duas vias – cativações nas rubricas de contratação de serviços e ao nível de necessidade de obter autorização das Finanças para determinados contratos que antes não existiam".

 

A título de exemplo, o responsável destacou que a campanha nos media que o regulador pretendia lançar para a sensibilização da utilização de drones dentro das regras necessita da autorização das Finanças " que ainda não surgiu".

 

Luís Ribeiro disse esperar que essa autorização possa surgir em breve, de forma que possa ser eficaz no início de Verão, período em que são mais utilizados.

 

O presidente da ANAC disse ainda que ao nível dos consumíveis o regulador "já não consegue garantir ter o papel para as licenças dos pilotos", o que significará que estes "ver-se-ão impedidos de voar". "É uma situação extrema que acredito que seja desbloqueada", afirmou.

 

Outro impacto das cativações, o responsável salientou que a ANAC tem hoje mais inspectores e há a necessidade que se desloquem para fora de Lisboa, "mas não conseguimos ter mais viaturas à nossa disposição e as que existem estão desadequadas".

 

Luís Ribeiro admitiu assim que as cativações a que a entidade tem sido sujeita revelam "alguns constrangimentos, alguns mais preocupantes que outros".

 

O responsável frisou ainda que o regulador tem encontrado no secretário de Estado das Infraestruturas "boa vontade", mas "em termos de resultados temos ficado aquém".

 

Relativamente à contratação de pessoal, Luís Ribeiro diz que nesse âmbito não tem havido impacto das cativações. "A contratação tem vindo a progredir sem constrangimentos porque conseguimos fazer gestão orçamental nesta matéria", afirmou, adiantando que têm sido  lançados concursos para recrutamento. "Temos vindo a integrar mas a um ritmo ponderado", acrescentou.




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