Aviação Governo garante que terá "palavra incontornável" na estratégia da TAP

Governo garante que terá "palavra incontornável" na estratégia da TAP

O ministro do Planeamento e das Infraestruturas, Pedro Marques, afirmou este domingo que a alteração ao acordo de venda da TAP garante que o Estado terá "uma palavra incontornável" em todas as opções estratégicas para a transportadora aérea.
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Bruno Simão - Fotografia
Lusa 07 de fevereiro de 2016 às 18:41

"Aquilo que era fundamental para nós era assegurar que todas as opções estratégicas para a TAP terão sempre uma palavra inquestionável e incontornável do Estado", vincou o governante, acrescentando que o memorando celebrado, no sábado, com o consórcio privado Gateway garantirá sempre ao Estado uma posição maioritária.


O ministro manifestou "toda a disponibilidade para rapidamente esclarecer" as "muitas dúvidas" que surgiram basicamente dos partidos da direita, como disse Pedro Marques, em declarações à Lusa, à margem de uma visita à feira do Fumeiro de Vinhais, no distrito de Bragança.


"Este é um acordo muito favorável para as nossas intenções enquanto Governo, mas sobretudo para o país e para a TAP", sublinhou, defendendo que o Estado passa "a partir de agora a ter uma verdadeira parceria com um accionista privado".


"Sempre dissemos que devia existir um accionista privado pela necessidade de capitalizar a TAP e lhe dar mais força, mas que o Estado devia estar de uma maneira forte na empresa e passará assim a ser o maior accionista da empresa com 50% do capital", sustentou.


O acordo celebrado no sábado entre o Governo e o consórcio Atlantic Gateway estipula que o Estado fica com 50% do capital, o accionista privado terá 45%, mais as acções que eventualmente não forem compradas pelos trabalhadores na Oferta Pública de Venda que existirá destinada aos trabalhadores.

A fatia destinada aos trabalhadores é de 5% das acções e o ministro acredita que haverá trabalhadores a comprar "algumas acções, mas se, por absurdo, isso não acontecer no máximo o Estado teria o mesmo número de acções que os accionistas privados".


"E, portanto, a parceria com os accionistas privados estaria assegurada e que as decisões, uma vez que estaríamos em equivalência de capital, teriam de ser tomadas pelas duas partes e nunca apenas por uma delas", acrescentou.

"Como eu imagino que algumas acções sejam adquiridas pelos trabalhadores - é o normal neste tipo de processo - o Estado será o maior accionista da TAP no futuro", reiterou.

Pedro Marques insistiu que "o Estado terá sempre metade do capital da empresa e no Conselho de Administração, terá um conselho paritário, mas com voto de qualidade pela parte do Estado".

cotacao Como eu imagino que algumas acções sejam adquiridas pelos trabalhadores - é o normal neste tipo de processo - o Estado será o maior accionista da TAP no futuro. Pedro marques Ministro do Planeamento e Infraestruturas

O Governo quer que continuem a fazer parte do plano estratégico da TAP bases importantes em Portugal, que se mantenha uma empresa portuguesa com trabalhadores portugueses, com voos para a diáspora, para a lusofonia ou para a América do Sul.

"Este Governo afirmou claramente que esta era a opção para a TAP e com o acordo a que chegamos não pode haver nenhuma dúvida: nada acontecerá do ponto de vista estratégico que não tenha o acordo do Estado", frisou.

Para o ministro, "essa é uma alteração importantíssima em relação à fase anterior de privatização em que os partidos de direita venderam a maioria do capital a accionistas privados, mas que daqui a dois anos poderiam comprar o resto das acções e o Estado ficaria com zero na TAP". 




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