Aviação Pedro e Maria desistiram de engenharia para serem mecânicos de aviões

Pedro e Maria desistiram de engenharia para serem mecânicos de aviões

A TAP entregou, em Lisboa, certificados de técnico de manutenção de aeronaves a 90 jovens que, ao longo dos últimos meses, fizeram o curso na empresa, depois de um concurso inicial em que participaram centenas de candidatos.
Lusa 05 de março de 2016 às 17:00
Pedro e Maria desistiram das licenciaturas em engenharia para serem técnicos de manutenção de aeronaves da TAP e quinta-feira, 3 de Março, ao receberem os certificados, garantiram que não se arrependem da decisão que interrompeu os seus percursos académicos.

Maria Ribeiro estava a estudar engenharia no Instituto Superior de Engenharia de Lisboa quando decidiu fazer as provas para o curso de manutenção de aeronaves.

A jovem, de 23 anos, sorri e diz que desde pequena tinha uma "enorme paixão pela aviação", uma herança do avô, que trabalhou em Angola na manutenção de aviões.

Agora já trabalha nas oficinas da TAP, na desmontagem e inspecção de todas as partes dos motores dos aviões e, depois, na sua montagem, até à instalação na asa.

Também Pedro Mascarenhas, 26 anos, deixou o curso de Engenharia na Universidade Lusófona para aproveitar esta oportunidade. Conta que pais e amigos "ficaram um pouco cépticos" quando tomou a decisão, mas diz que hoje "acham que foi o melhor que poderia ter feito".

O gosto pela mecânica, que acompanha Francisco Ferreira desde criança, fez com que aos 23 anos já trabalhasse em mecânica industrial, numa empresa de plásticos. E foi nessa altura que umas tias lhe mandaram o anúncio da TAP pelo Facebook.

"É muito mais entusiasmante do que a mecânica industrial em que estava, junto mecânica e aviões, estou nas minhas sete quintas", afirmou à Lusa.

Depois destes 90 alunos formados, a TAP vai começar em breve com mais um curso, desta vez com 15 formandos.

A cerimónia de entrega dos certificados de técnico de manutenção de aeronaves contou ainda com a presença do presidente da TAP, Fernando Pinto, que, em declarações aos jornalistas, justificou estas formações com a necessidade de a empresa preparar mão-de-obra para receber os novos aviões que já estão encomendados pela companhia aérea.

Fernando Pinto adiantou que os novos técnicos vêm também substituir alguns que saíram nos últimos anos, mas considerou que essas saídas não foram significativas e que a maioria dos trabalhadores da manutenção prefere continuar na TAP.

Os técnicos de manutenção de aeronave formados pela TAP têm, pelo contrato de trabalho, de ficar a trabalhar na empresa durante alguns anos, sendo que se decidirem sair antes da data estipulada têm de a ressarcir financeiramente.



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comentários mais recentes
Anónimo 01.04.2016

Ser engenheiro nos dias de hoje não é nada de especial, levantas uma pedra e sai de lá 500 engenheiros, principalmente em Portugal, uma pessoa passa anos a estudar e num curso difícil como engenharia para ir receber um salário mínimo... é por isso que grande parte emigra.

Anónimo 06.03.2016

Quando uma empresa rica(FALIDA)num pais pobre tambem ele(FALIDO) corta as pernas aos jovens de serem ENGENHEIROS.Nao o tenho dito com prazer:"um pai carregava na mota 1 filha de tenra idade para a entregar na prostituicao",envaidecia-o tal acto.

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