Aviação PS quer ministro “com urgência” no Parlamento para explicar venda da TAP

PS quer ministro “com urgência” no Parlamento para explicar venda da TAP

Depois das outras cores políticas, chega a vez do próprio Partido Socialista exigir explicações sobre as mudanças na venda da companhia aérea. O ministro Pedro Marques é chamado à Assembleia da República.
PS quer ministro “com urgência” no Parlamento para explicar venda da TAP
Bruno Simão
Wilson Ledo 09 de fevereiro de 2016 às 12:59

Três deputados do Partido Socialista (PS) querem obter mais explicações sobre a alteração à venda da TAP. Nesse sentido, escreveram uma carta ao presidente da Comissão de Economia e Inovação a exigir a ida do ministro Pedro Marques (na foto à direita) ao Parlamento.

Luís Moreira Testa, João Paulo Correia e Carlos Pereira pedem uma "audição, com carácter de urgência" do ministro do Planeamento e Infraestruturas em relação à TAP.


"Considerando a importância da TAP para o nosso país, sendo uma das nossas maiores empresas exportadoras, e uma vez que devem ser dadas as devidas explicações pelo senhor ministro que tutela esta área quanto aos contornos do princípio de acordo que foi alcançado", justificam na missiva datada de segunda-feira, 8 de Fevereiro.


No passado fim-de-semana, Governo e consórcio Atlantic Gateway – formado por Humberto Pedrosa e David Neeleman – anunciaram ter chegado a um acordo. O mesmo alterava os termos do negócio fechados em Junho de 2015.


O Estado passará agora a deter 50% da transportadora aérea. Pedrosa e Neeleman aceitaram baixar a sua posição de 61 para 45%, mantendo contudo o controlo sobre a gestão operacional da empresa.


Os mais recentes desenvolvimentos neste negócio estão a gerar contestação, sobretudo da região Norte. O presidente da Câmara Municipal do Porto, Rui Moreira, veio exigir que o Governo obrigue a TAP a voltar atrás na decisão de cancelar voos entre a Invicta e quatro cidades europeias.


O Executivo já informou que não vai interferir na definição das rotas da TAP porque essa é uma competência da "comissão executiva". Para o Governo, a aeroporto do Porto "é, estrategicamente, uma base operacional relevante, mas não é um ‘hub’ [plataforma giratória]".

tome nota Unanimidade nos pedidos de explicações Mal foi tornado público o novo acordo, também o CDS-PP manifestou a sua apreensão e informou que iria solicitar a presença do ministro Pedro Marques na Assembleia da República. Também o Bloco de Esquerda garantiu que o seu grupo parlamento iria acompanhar os pedidos de esclarecimento assumidos por outros partidos.

Por sua vez, o PCP decidiu avançar com um "requerimento na Assembleia da República para que toda a documentação relevante sobre este negócio seja enviada aos grupos parlamentares".

Também o PSD, através do seu presidente Pedro Passos Coelho – que liderou a venda da TAP enquanto primeiro ministro -, reclama do Governo esclarecimentos sobre a reversão do negócio para que não fique a ideia de que se trata apenas de "uma questão de birra".



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