Transportes Administração da Tesla já sabia dos planos de Musk

Administração da Tesla já sabia dos planos de Musk

São nove os administradores que dizem ter tido conhecimento das intenções de Elon Musk, o CEO da Tesla, de tirar o seu capital de bolsa. Segundo os mesmos, esta opção está a ser avaliada.
Administração da Tesla já sabia dos planos de Musk
Chris Ratcliffe
Negócios com Bloomberg 08 de agosto de 2018 às 15:29

O CEO da Tesla, Elon Musk, sobressaltou os mercados esta terça-feira ao anunciar, através do Twitter, que pretendia retirar as acções da cotada de bolsa, pagando 420 dólares por título. A Bloomberg avança que, apesar da aparente informalidade do anúncio, este já havia sido feito perante os restantes membros da administração na semana passada.

"Na semana passada, Elon iniciou uma discussão com a administração sobre retirar a empresa de bolsa", confirmaram à Bloomberg nove membros da administração. Estes acrescentam que já existiram várias reuniões e estão a ser tomados os "passos apropriados" para avaliar esta hipótese.

Quanto aos meios de financiamento necessários à operação, aquela que surge como uma das grandes condicionantes, os membros do conselho contactados pela Bloomberg não dão certezas. Estes avançam apenas que Musk "abordou os financiadores para que isto ocorresse". Em contraste, num dos vários tweets que publicou acerca do assunto, o CEO da Tesla não quis deixar margem para dúvidas: "Estou a considerar fazer da Tesla uma empresa de capital fechado, a um preço de 420 dólares por acção. Financiamento assegurado", escreveu.

A esse valor, Musk estará a dar um prémio de 23% face ao fecho da sessão anterior ao seu tweet e estará a avaliá-la em 71,6 mil milhões de dólares. Segundo os dados da Bloomberg, Musk tem uma posição de 19,78% na Tesla, o que significa que teria de desembolsar 57,5 mil milhões de dólares para comprar a restante parte.


O presidente executivo da Tesla publicou este "tweet" minutos depois de ter sido anunciado que o Fundo Soberano da Arábia Saudita tinha uma posição no valor de dois mil milhões de dólares na empresa, o que equivale a perto de 5%. 

A publicação na rede social levou as acções a disparar 8,53% para os 371,15 dólares. Mas a SEC, regulador do mercado de capitais, acabou por determinar a suspensão da negociação a aguardar a divulgação de informação relevante. Na altura, as acções subiam 7,39% para os 367,25 dólares.  Foi, ainda durante a sessão, levantada, permitindo que as acções chegassem a disparar 13,30% até aos 387,36 dólares. Esta quarta-feira, os títulos seguem a somar 0,42% para os 381,18 dólares, depois de terem estado a perder 3,28% para os 367,12 dólares.  






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