Transportes Cerca de 200 trabalhadores da CP manifestaram-se em Lisboa contra corte de direitos

Cerca de 200 trabalhadores da CP manifestaram-se em Lisboa contra corte de direitos

O representante da Fectrans referiu ainda que as organizações do sector ferroviário vão reunir-se na sexta-feira e que "poderão vir a anunciar outros protestos, nomeadamente outras lutas viradas para o interior da empresa, na forma de greves a decorrer na primeira semana de Março”.
Cerca de 200 trabalhadores da CP manifestaram-se em Lisboa contra corte de direitos
Negócios 14 de fevereiro de 2013 às 21:38

Cerca de 200 trabalhadores da CP - no activo e reformados - concentraram-se hoje em frente à sede da empresa, em Lisboa, para protestar contra o corte de direitos consagrados no acordo de empresa que, alegam, a administração pretende retirar-lhes.

 

Reunidos no largo junto ao portão fechado e protegido por agentes da PSP, os manifestantes exibiam na lapela autocolantes a preto e branco com o desenho de uma carruagem de comboio e as palavras "Luto Ferroviário".

 

Um deles empunhava uma bandeira de Portugal e outro um cartaz em que se lia "Deputado Hélder Amaral é desonesto e mentiroso", numa referência ao parlamentar do CDS que na quarta-feira declarou no parlamento que os ferroviários fizeram, no ano passado, 295 dias de greve e que isso custou ao país 2,2 milhões de euros.

 

Ao microfone, um dos trabalhadores da empresa indignou-se com essas contas dos centristas, segundo as quais os ferroviários apenas teriam trabalhado 70 dias em 2012, e explicou que, ao contrário do que Hélder Amaral pensava - à simples menção do nome do deputado, ouviu-se uma enorme vaia -, os ferroviários não são preguiçosos e a greve foi apenas às horas extraordinárias.

 

À Lusa, o coordenador da Federação dos Sindicatos dos Transportes e Comunicações (Fectrans), José Manuel Oliveira, disse que este protesto - que se enquadra num conjunto de seis que decorreram hoje noutras cidades (Porto, Coimbra, Entroncamento, Barreiro e Faro) - "é uma iniciativa do sector ferroviário, dos ferroviários das diversas empresas existentes em Portugal".

 

"Hoje, decidiram desenvolver uma série de iniciativas ao longo do dia, desde acções voltadas para a população e também nos locais de trabalho, com duas componentes: resistência e luto", indicou.

 

"Resistência, porque estão a ser atacados todos os dias nos seus salários, nos seus direitos, na sua dignidade, e luto, porque estão a sentir que o caminho-de-ferro está a ser destruído e que a sua identificação enquanto ferroviários também está a ser destruída, quer por lhes tirarem aquele vínculo que os trabalhadores mantinham à empresa [mesmo depois de reformados] - o facto de poderem viajar no transporte ferroviário - quer por toda a componente do sector ferroviário estar a ser destruída", sustentou.

 

Segundo o sindicalista, o facto de terem ocorrido, nos últimos tempos, alguns acidentes é reflexo do desinvestimento que está a ser feito no caminho-de-ferro. "E é nesse sentido que nós estamos de luto: pelo facto de este sistema de transportes que é seguro e que devia prestar um serviço de qualidade à população estar a ser destruído todos os dias, nas suas mais diversas vertentes", frisou o sindicalista.

 

No Porto, em Coimbra, no Entroncamento e no Barreiro houve ocupação da linha férrea por parte dos participantes nos protestos, indicou José Manuel Oliveira.

 

O representante da Fectrans referiu ainda que as organizações do sector ferroviário vão reunir-se na sexta-feira e que "poderão vir a anunciar outros protestos, nomeadamente outras lutas viradas para o interior da empresa, na forma de greves a decorrer na primeira semana de Março, enquadradas numa semana de lutas no sector dos transportes e comunicações, a culminar, depois, com uma manifestação no dia 9 de Março".

 

Ainda não foi possível um comentário da CP - Comboios de Portugal aos protestos de hoje.




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mais votado João Paquito 14.02.2013

os valorosos e esforçados empregados da CP podem contar com o meu manguito. E Já agora trabalhadores é quem trabalha não é quem é empregado.

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Anónimo 18.02.2013

são gatunos pois eu ao rescindir com a empresa em 2001 o meu passe entrou em contas por isso foi comprado ninguem tem o direito de mo tirar, e se mo tiram é porque são gatunos e canalhas, muito fracos e roçar o ordinarismo

Kura 15.02.2013

Tenham vergonha dos comenários que aqui são colocados. Falam sem conhecimento de causa. Chulos e filhos da ****** são vocês

Gil M. 15.02.2013

Será o direito a medicamentos gratuitos ou às viagens sem pagar das irmãs solteiras? Recebem duas vezes mais do que os "reais" trabalhadores que os sustentam e ainda fazem anular 30 mil combóios num ano? Os incidentes nas linhas são casos de polícia. Não me admirava que houvesse mãozinha desta gente para justificar os argumentos.

Anónimo 14.02.2013

Empregados da CP.....pessoas com a quarta classe mais bem pagos do mundo......acabou-se vão mas é conduzir camioes do lixo...

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