Transportes Metro de Lisboa: "Linha circular é o primeiro passo da expansão"  

Metro de Lisboa: "Linha circular é o primeiro passo da expansão"  

O presidente do Metro de Lisboa diz que com a ligação do Rato ao Cais do Sodré o aumento da procura, considerando o impacto do turismo, atingirá no primeiro ano completo os 14,9 milhões de passageiros.
Metro de Lisboa: "Linha circular é o primeiro passo da expansão"   
Bruno Simão/Negócios
Maria João Babo 13 de março de 2018 às 20:00

O presidente do Metropolitano de Lisboa sublinhou esta terça-feira, no Parlamento, que a linha circular que está prevista, que ligará o Rato ao Cais do Sodré, "é o primeiro passo da futura rede de transportes que abarque toda a área metropolitana de Lisboa".

 

Na comissão de Economia, Inovação e Obras Públicas, Vítor Domingues dos Santos considerou esta ligação uma prioridade, recusando ser uma paragem mas sim "o primeiro ponto para a expansão".

 

O responsável disse ainda que a linha circular vai conseguir intervalos de operação de quatro minutos e distribuir toda a população por todas as zonas de trabalho, salientando contudo a necessidade de serem criadas as linhas radiais.

 

"Entendemos que linha circular é o primeiro passo. Entendemos que é ligando o centro de Lisboa de onde vão sair radiais", afirmou, reconhecendo que há zonas na cidade mal servidas.

 

Vítor Santos sublinhou que desde 2009, quando foi aprovado o plano de expansão do Metro, estava já prevista e cravação de um anel, ligando o Rato ao Cais do Sodré, com estações na Estrela e em Santos.

 

O presidente do Metro leu ainda algumas conclusões dos estudos realizados, para sublinhar que que inicialmente nesta ligação se concluiu haver maior aumento de procura, na ordem dos 8,9 milhões de passageiros.

 

Assinalando que o impacto do turismo estava subestimado no estudo, que era demasiado prudente, o responsável sublinhou que o estudo concluído em 2016 aponta para que no primeiro ano completo da linha circular esse aumento da procura será de 14,9 milhões de passageiros.

 

O presidente do metro disse ainda que o actual conselho de administração e os trabalhadores "estão optimistas e gostariam imenso de continuar o plano de expansão do Metro", nomeadamente levando-o de São Sebastião a Campo de Ourique, assim como a ligação de Telheiras à Pontinha, mas salientou que muitas questões "ultrapassam este conselho de administração".

 

Daí que afirme que o que se irá seguir caberá ao governo. "Estamos aqui para cumprir o que for definido politicamente", afirmou. 

 

Vítor Santos clarificou ainda que o investimento previsto neste plano de expansão é de 266 milhões de euros, incluindo aí o investimento em material circulante e sinalização, que será totalmente substituída com a intervenção prevista.

O presidente da Câmara de Lisboa, Fernando Medina, sublinhou esta terça-feira no Parlamento que, depois da concretização do projecto de criação de uma linha circular do Metro de Lisboa, ligando as estações do Rato e Cais do Sodré, o que ficou definido com o Governo é o avanço de estudos técnicos para a linha vermelha, que será "a prioridade imediata ao nível do financiamento".




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