02 de setembro de 2018 às 15:55
1 – Frota com 55 anos dependente da EMEF

A idade média da frota da CP é de 55 anos, o que significa que a fiabilidade está longe de ser a pretendida, exigindo manutenção permanente. A consequência são avarias, atrasos e supressão de comboios.

 

"A situação é difícil face à escassez e falta de fiabilidade do material circulante, assim como de capacidade de resposta da Empresa de Manutenção de Equipamento Ferroviário (EMEF)", admitiu o presidente da CP em Julho passado, num debate sobre transportes públicos que teve lugar no Parlamento. Na altura Carlos Nogueira salientou que a idade média da frota do operador ferroviário incumbente na Bélgica é de 22 anos.

 

A solução, enquanto a empresa não compra novos comboios, está na reparação e manutenção da frota - 239 automotoras, 31 locomotivas e 104 carruagens - nas oficinas da EMEF. No entanto, esta participada tem vindo a perder trabalhadores todos os anos, essencialmente por motivo de reforma, sendo hoje menos de mil. "A EMEF precisa de reforço de competências, de mão-de-obra qualificada e engenharia. Sem isso a CP não tem comboios para fazer serviço público", disse Carlos Nogueira. A empresa apresentou em 2016 e 2017 vários pedidos de autorização para a contratação de trabalhadores, mas só em Julho último recebeu o ok para recrutar 102. Desses, seleccionou até agora, segundo foi revelado, um total de 18.