Transportes Presidente da Uber demite-se

Presidente da Uber demite-se

A decisão foi comunicada pelo CEO da empresa, Travis Kalanick, que refere que Jeff Jones deixou de sentir que o seu futuro passava pela Uber. Mas o Recode refere que Jones terá considerado que a situação da empresa é pior do que ele esperava.
Presidente da Uber demite-se
Pedro Catarino/Correio da Manhã
Paulo Zacarias Gomes 19 de março de 2017 às 23:36

Ao fim de menos de um ano no cargo, Jeff Jones, presidente da Uber Technologies, está de saída da empresa. A notícia chega numa altura em que a dona da plataforma digital de reserva de viagens se debate com alegações de assédio sexual e de relações tensas com trabalhadores a que, recentemente, se veio juntar o comportamento censurável do CEO, Travis Kalanick.

E será, aliás, Kalanick a estar no centro da decisão de saída. Depois de se ter envolvido numa acesa troca de palavras com um motorista da Uber tornada pública através de um vídeo, o CEO pediu desculpa e comprometeu-se com a contratação de um administrador executivo de operações – ou COO – para melhorar as suas capacidades de liderança.

De acordo com a Bloomberg esse compromisso foi visto como uma moção de desconfiança ao presidente da companhia, que terá deixado de "ver o seu futuro na Uber" depois de anunciada a intenção de contratar o COO, de acordo com uma mensagem enviada por Kalanick aos trabalhadores este domingo, 19 de Março.

Contudo, fontes não identificadas citadas pela Recode disse que não foi essa a razão da saída (embora o novo administrador viesse a ficar numa posição superior a Jones), mas sim que o presidente terá considerado que a situação da empresa é pior do que ele esperava.

Na mensagem aos colaboradores o CEO realçou o "importante impacto" que Jones teve na companhia ao longo dos seis meses de permanência, vindo da retalhista Target.

No que vai deste ano, a Uber já esteve envolvida em várias polémicas. Além da troca de palavras de Kalanick com o motorista, a empresa foi acusada de ter boicotado um protesto de taxistas que – em protesto - se negavam a transportar pessoas nos aeroportos durante as limitações de Donald Trump à imigração. Também uma engenheira disse ter sido alvo de assédio sexual enquanto trabalhou para a empresa.

No final do ano passado vários colaboradores procuraram junto dos tribunais ser considerados empregados da Uber e não trabalhadores por conta própria, além do processo que corre contra a empresa, apresentado pela Waymo (a unidade de carros autónomos da casa-mãe da Google, a Alphabet) por alegado roubo de segredos comerciais, de acordo com a Bloomberg.




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Anónimo Há 1 semana

Estou interessado no lugar se ficar em Portugal. Aqui tenho direito a ter carro para fazer despesa na empresa, passear e levar o carro d "trabalho" nas férias, cartão credito e mordomias à adminisyrador.

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