Transportes Queixas nos transportes aumentam mais de 20% em 2017

Queixas nos transportes aumentam mais de 20% em 2017

Em 2017, foram apresentadas mais de 18 mil reclamações pelos utilizadores de serviços de transporte junto da AMT, o que equivale a cerca de 50 por dia. CP, Metropolitano de Lisboa e Transtejo são as empresas que reúnem o maior número de queixas.
Queixas nos transportes aumentam mais de 20% em 2017
Miguel Baltazar
Maria João Babo 29 de junho de 2018 às 09:00

A Autoridade da Mobilidade e dos Transportes (AMT) tratou no ano passado um total de 18.005 reclamações apresentadas pelos utilizadores destes serviços, um número que fica 21% acima das 14.865 registadas em 2016. Ou seja, ao longo de 2017, os operadores de transporte foram alvo de 49 queixas por dia.

De acordo com o relatório sobre reclamações no mercado da mobilidade e dos transportes relativo ao segundo semestre do ano passado, entre os meses de Julho e Dezembro verificou-se igualmente um aumento de 20,7% no número de queixas apresentadas (mais 1.689), comparativamente com a primeira metade do ano.

A CP, o Metro de Lisboa e a Transtejo são os operadores com o maior número de reclamações. Nos 12 meses de 2017, a primeira foi alvo de 3.856 queixas, a segunda de 2.511 e a terceira de 976. No entanto, enquanto a CP e a Transtejo viram aumentar a contestação, face a 2016, o metropolitano da capital registou um decréscimo de 242 reclamações.

Entre as empresas mais reclamadas constam ainda a Rede Nacional de Expressos (RNE), com 946 queixas de utilizadores, e a Carris, com 720.
Os protestos contabilizados dizem respeito aos que foram inscritos no livro de reclamações dos operadores e recebidos directamente pelo regulador. Fora destes canais, foram apresentadas mais de 40 mil (20.335 entre Janeiro e Junho e 22.979 de Julho a Dezembro).

Os três motivos mais reclamados, refere a AMT no relatório, dizem respeito a preços, pagamento e bilheteiras; qualidade do atendimento ou atendimento insuficiente; e exercício da actividade, designadamente falta de licença. Os três representaram, segundo os dados da segunda metade do ano, cerca de 59% das queixas.

Dois sectores – o rodoviário e o ferroviário – respondem por mais de 85% das reclamações recebidas. O que para a AMT "não representa qualquer surpresa, dado que as principais redes de transportes utilizadas para o estabelecimento de ligações entre diferentes locais" são essas.

No sector rodoviário, o regulador refere que cerca de 83% das reclamações dizem respeito ao transporte rodoviário de passageiros e aluguer de veículos, este alvo de 810 reclamações entre Julho e Setembro. Relativamente ao transporte em veículos ligeiros - táxis e outros - a AMT registou 106.

No sector ferroviário, a maioria das reclamações dirigiu-se ao transporte de passageiros, com a CP à cabeça, seguindo-se os sistemas de metro, liderados pelo o da capital.

Quanto aos outros sectores, o fluvial recebeu 884 queixas, o marítimo-portuário 18, o multimodal (onde se inclui o TIP-Transportes Intermodais do Porto, de que faz parte a STCP) 557 e o postal dois.




pub