Transportes Transportes: ANTP faz ultimato ao Governo para que aceite 90% das reivindicações

Transportes: ANTP faz ultimato ao Governo para que aceite 90% das reivindicações

A Associação Nacional das Transportadoras Portuguesas (ANTP) deu um prazo até 15 de Junho ao Governo para que responda favoravelmente a “90% das reivindicações” apresentadas pela associação, admitindo que, a partir dessa data, surjam novos protestos dos seus associados.
Transportes: ANTP faz ultimato ao Governo para que aceite 90% das reivindicações
Reuters
Pedro Curvelo 05 de junho de 2018 às 15:48

A Associação Nacional das Transportadoras Portuguesas (ANTP) deu um prazo até 15 de Junho ao Governo para que responda favoravelmente a "90% das reivindicações" apresentadas pela associação, indicou esta terça-feira ao Negócios o presidente da ANTP, Márcio Lopes. 

No rescaldo da reunião de segunda-feira com o secretário de Estado das Infraestruturas, Guilherme W. d’Oliveira Martins, o presidente da ANTP reconhece que "é muito reduzida a proximidade de posições" entre a associação e o Governo.

Márcio Lopes referiu que a ANTP reapresentou o caderno reivindicativo e que o Governo prometeu "trabalhar rapidamente sobre as propostas apresentadas". A associação exige uma resposta positiva a "90% das reivindicações" até 15 de Junho, caso contrário os seus associados poderão encetar diversas formas de protesto.

Na noite de segunda-feira, o presidente da ANTP disse ao Correio da Manhã que a associação exigiu uma "redução de cinco a seis cêntimos por litro em combustível para todos os veículos, tanto ligeiros como pesados". Márcio Lopes admitiu que "a medida é radical e vai mais longe do que o que tem estado em cima da mesa". 

Entre as outras reivindicações da associação constam a regulamentação do sector, a criação de uma secretaria de Estado dedicada exclusivamente aos transportes, a obrigatoriedade de pagamento no período máximo de 30 dias e a criação de um mecanismo para que a inflação também seja reflectida no sector dos transportes. Descontos nas portagens e melhores condições de trabalho para os motoristas são outras das exigências.

A 28 de Maio, os associados da ANTP realizaram uma paralisação, mas a adesão ao protesto foi reduzida. 

O secretário de Estado das Infraestruturas recebe esta tarde de terça-feira a Associação Nacional de Transportes Públicos Rodoviários de Mercadorias (ANTRAM), a maior associação do sector, tentando alcançar um acordo. 

Na segunda-feira, o governante tinha anunciado haver um acordo de princípio com a ANTRAM, revelando mesmo algumas medidas que estariam contempladas. Contudo, o presidente da ANTRAM, Gustavo Paulo Duarte, em declarações ao Negócios, negou a existência de qualquer "princípio de acordo", salientando que a ANTRAM apenas concordou em dialogar com o Executivo. O dirigente da associação disse, aliás, que as duas medidas referidas pelo governante – subida do limiar do gasóleo profissional e criação de uma linha de crédito – não mereciam a concordância da ANTRAM, a primeira por ser "manifestamente curta" e a segunda por não ser uma matéria relevante para o sector.




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comentários mais recentes
Anónimo Há 2 semanas

oh João pensas que es ratão mas nada sabes.... então tu não sabes que as empresas de transportes são geridas pelas empresas de logística, as quais ou e este valor ou e este mesmo valor - está tudo tabelado. Por isso a única margem que estas empresas têm é mesmo baixar aos consumos, de tudo ate salar

Tereza Há 2 semanas

Não há margem para negociar pois está tudo alienado aos grupos de interesses das ppp. As autoestradas foram pagas por valores usurários, mas regrediu-se 40 anos, ou pagas ou andas pelas aldeias e vilas a 30Km.

JOAO Há 2 semanas

e não quereis antes 150% das vossas reinvidicações? ganhai juizo! quem vos deu o gasoleo profissional? quem foi? quantos anos de luta para terem isso? as SCUT já baixaram com este GOVERNO e vão baixar mais. Achais pouco? eu pago todos os dias como os outros e que remédio. Poupem combustivel e aumentem os preços aos clientes, pois isto não é a venezuela nem a COREIA DO NORTE os preços são livres. há uns anos comiam tudo agora pensam que se descubriu petróleo em aljubarrota. .

Anónimo Há 2 semanas

Havia de haver paralisação total como no Brazil... as lojas agradecem que lhes esgotem os produtos todos...

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