Transportes Transportes com greves entre 25 de Outubro e 9 de Novembro

Transportes com greves entre 25 de Outubro e 9 de Novembro

Com o Orçamento do Estado para 2014 como motivo, o sector dos transportes vai avançar para uma quinzena de luta, com término numa manifestação geral do sector do transporte.
Negócios com Lusa 16 de outubro de 2013 às 21:58

15 dias de greve a que se junta um dia de manifestação nacional. Será assim o sector dos transportes entre 25 de Outubro e 9 de Novembro.

 

A manifestação geral do sector dos transportes, para o qual foram convocados também reformados dos transportes, irá realizar-se a 9 de Novembro. As datas dos protestos de cada uma das empresas do sector empresarial do Estado ainda não estão totalmente estabelecidas.

 

Apesar disso, já há paralisações com datas conhecidas. A Soflusa e Transtejo, que asseguram as ligações fluviais entre as margens do Tejo na região de Lisboa, vão parar de 2 a 9 de Novembro. Serão paralisações parciais, três horas de manhã e três horas à tarde, de acordo com informações transmitidas pela Lusa e Rádio Renascença.

 

Os sindicatos representativos dos trabalhadores do Metro de Lisboa irão reunir-se com a administração e só depois será avançada uma data para o protesto. As organizações de trabalhadores dos transportes ferroviários deverão anunciar a data da paralisação na sexta-feira, enquanto a Carris decidir-se-á na segunda-feira. Até dia 21 de Outubro deverão conhecer-se todo o calendário de paralisações - que podem ser gerais ou parcias -, segundo a agência Lusa.

 

No final da quinzena de luta, a dia 8, será feita uma avaliação, onde se poderão vir a tomar outras decisões relativas ao protesto, “caso se justifique”, segundo disse à Renascença o coordenador Federação dos Sindicatos de Transportes e Comunicações (FECTRANS), José Manuel Oliveira.

 

Cortes salariais, indemnizações e concessões na base do protesto

 

Os trabalhadores estão contra as medidas do Orçamento do Estado para 2014 que resultam em reduções salariais. Além disso, há outras medidas que estão a causar o repúdio dos trabalhadores, já que irá avançar a concessão de serviços das empresas públicas de transporte a privados e a redução de indemnizações compensatórias.

 

Para José Manuel Oliveira, a proposta do Orçamento do Estado "vai ter implicações muito grandes ao nível dos rendimentos, do trabalho extraordinário, dos subsídios de refeições e ao pagamento do horário nocturno".

 

Relativamente à diminuição das compensações indemnizatórias, o dirigente sindical disse não ter dúvidas que "vai colocar em causa a qualidade, a segurança, a fiabilidade do serviço prestado e vai ter implicações muito graves para os utentes porque irão pagara aquilo que o Estado deixará de pagar".

 

Por seu lado, Sérgio Monte, presidente do Sindicato dos Trabalhadores dos Transportes (SITRA), filiado na UGT, alertou que a redução dos salários acima dos 600 euros pode atingir ordenados mínimos.

 

"Neste sector [os cortes salariais] podem começar em salários base muito perto do salário mínimo. Estamos num sector de muitas retribuições variáveis como trabalho suplementar, nocturno e outros que, por esse efeito, podem chegar aos 600 euros e começar com cortes de 2,5% preconizado no OE", afirmou.

 




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mais votado Jose Moreno 16.10.2013

15 dias em greve... ganham bem!

comentários mais recentes
joao_pimentel 04.11.2013

Caros utentes prejudicados.
Escrevi um manifesto anti-greve, pois como não tenho carro, ando apenas de transportes públicos. Escrevi porque o comboio da CP que me levava a casa era suprimido todos os dias devido à greve na CP às horas extraordinárias. Imprimi, afixei em estações da CP, e distribuí dentro das carruagens às pessoas. Creio que surtiu algum efeito pois a CP parou as greves às horas extraordinárias, após a difusão do dito manifesto. Apelo a todos os utentes que se juntem e façam o mesmo. Não podemos estar reféns nem ser os danos colaterais desta guerrilha sindical.

Leiam o manifesto:
veraveritas.eu/2013/03/cp-manifesto-anti-greve.html

A união faz a força

Jorge Macdonald 31.10.2013

Hoje os estudantes de português como língua estrangeira comentaram-nos que tinham lido esta notícia e que tinham detetado vários erros estilísticos e alguns ortográficos.
Um jornal não deveria lançar uma notícia com erros ortográficos.

Lusitânia Idiomas

carreira 19.10.2013

Transportes todos privatizados. Corte-se o mal pela raiz. Acabem-lhes com as mordomias e monopólios dos sindicatos e sindicalistas. Só sabem exigir e depois vimos a saber as regalias que têm. É vergonhoso ser o povo sempre a pagar as greves. Temos os passes pagos logo temos de exigir que nos transportem. Se estão mal é porque os sindicalistas mafiosos contribuíram para isso. Chega de demagogia barata. Está na hora do povo vos começar a dar no lombo. Deixem trabalhar quem quer e quem precisa. Cada vez que fazem uma greve de transportes vou trabalhar para aquecer, mas tenho de por comer na mesa para a família na mesma. Está na hora de vos pedir contas e fazer contas do que custa cada greve ao País. Contas do prejuízo que dão ao Estado e aos contribuintes.

VCN 17.10.2013

Façam greve durante a noite e continuem a dormir de dia. Troquem de turnos e ganhem horas extraordinárias. Ah!... e não se esqueçam que está na altura da apanha da azeitona.

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