Transportes Uber contesta no tribunal revogação da licença em Londres

Uber contesta no tribunal revogação da licença em Londres

A plataforma liderada por Dara Khosrowshahi recorreu da decisão do regulador dos transportes de não renovar a licença para operar na capital britânica.
Uber contesta no tribunal revogação da licença em Londres
Pedro Catarino/Correio da Manhã
Negócios 13 de outubro de 2017 às 14:08

A Uber apresentou esta sexta-feira, 13 de Outubro, um recurso em tribunal para reverter a decisão da autoridade dos transportes de Londres, a TfL, de não renovar a licença da plataforma para operar na cidade, que constitui o mais importante mercado da Uber na Europa.

 

"Apresentámos um recurso para que os londrinos possam continuar a usar a nossa ‘app’ mas esperamos continuar a ter discussões construtivas com a autoridade dos transportes de Londres", afirmou um porta-voz da empresa, citado pela Reuters. "Como disse o nosso novo CEO, estamos determinados a fazer a coisa certa".

 

O recurso foi apresentado no tribunal de Westminster e poderá dar início a uma disputa legal de vários meses ou até mesmo anos, de acordo com a agência noticiosa.

 

O processo decorre da decisão tomada a 22 de Setembro pelo regulador de não renovar a licença atribuída à Uber, que expirou a 30 desse mês.

 

Num comunicado citado pela imprensa britânica na altura, a TfL justificou a decisão com a conduta da empresa que "demonstra falta de responsabilidade empresarial". "A abordagem da Uber e a sua conduta demonstram uma falta de responsabilidade empresarial numa série de factores que têm potenciais implicações na segurança pública", acrescentou a autoridade dos transportes.

 

Ontem, Sadiq Khan, mayor de Londres, reiterou que pretende defender em tribunal a decisão de não renovar a licença da plataforma. "Os tribunais vão agora considerar o recurso da Uber e claro que a TfL vai defender a decisão que tomou", disse Sadiq Khan, citado pela Reuters.

 

Apesar de a licença ter expirado a 30 de Setembro, os cerca de 40 mil condutores da plataforma vão poder continuar a operar até que se tenham esgotado todos os recursos. 




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