Turismo & Lazer Chineses da Fidelidade entram na casa de moda Lanvin

Chineses da Fidelidade entram na casa de moda Lanvin

A Fosun deverá pagar cerca de 100 milhões de euros pela histórica casa de moda francesa. Os chineses afastaram o fundo árabe dono da marca Valentino, que também estava interessado.
Chineses da Fidelidade entram na casa de moda Lanvin
Reuters
Wilson Ledo 13 de fevereiro de 2018 às 11:33

Os chineses da Fosun preparam-se para comprar uma participação maioritária na Lanvin, reconhecida casa de moda francesa.

Segundo a agência Reuters, o negócio chega numa altura em que as sucessivas quebras nas vendas estão a ditar problemas nas contas da Lanvin.

Para a Fosun – dona em Portugal da seguradora Fidelidade e da Luz Saúde – não é uma estreia no negócio da moda de luxo: são já donos da Caruso, marca italiana de vestuário masculino.


Neste negócio da Lanvin, os chineses tiveram de enfrentar o interesse do fundo Mayhoola, oriundo do Qatar, que é dono da italiana Valentino.


Fundada em 1889, a Lanvin tem enfrentado dias difíceis desde a saída, em 2015, do "designer" israelita Alber Elbaz, responsável pelo seu reposicionamento no mercado.


A empresa controlada pela magnata de media Shaw-Lan Wang, com uma posição de 75%, chegou a anunciar um aumento de capital mas acabou por seguir outra via.


De acordo com a Fashion Network, citando fonte próxima da operação, a Fosun pagará mais de 100 milhões de euros pela Lanvin. Wang manterá uma participação minoritária.


A Reuters escreve que a Lanvin registou perdas de 18,3 milhões de euros em 2016 e que se espera um agravamento para 27 milhões no ano passado, com a tendência de quebra nas vendas.




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Maria Há 1 semana

O Mundo conquistado pela China. Em Portugal teem seguros, hospitais, bancos, electricidade, gaz, redes de distribuição, TAP, prédios e terras, comércio, parcerias nas águas. Produzem cá? Zero!

Made in China: o cancro da civilização ocidental ( Há 1 semana

...permitiu à China acumular capital q/ não redistribuía.Ou seja acumular trunfos p/este jogo de cartas viciadas. E agora o parceiro de cartas viciadas começa a destrunfar à força toda, comprando ativos económicos no ocidente. Agora, srs fundamentalistas da globalização, agarrem-se!

Made in China: o cancro da civilização ocidental ( Há 1 semana

A globalização é um jogo no qual alguns parceiros podem jogar c/cartas viciadas como é o caso da China e outros p. asiáticos.O Made in China (q significa produzir onde a m.obra é barata quase escrava sem qq regime de proteção social e vir vender onde, por enquanto, há poder de compra p/o efeito)...

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