Turismo & Lazer José Lopes: "EasyJet nunca foi uma low cost pura e dura", mas Montijo é opção

José Lopes: "EasyJet nunca foi uma low cost pura e dura", mas Montijo é opção

O director da Easyjet para Portugal abre a porta ao Montijo pois é cedo para “dizer sim ou não”. Contudo, o plano é crescer na Portela, e aponta “medidas que já estão com atraso”, e que poderiam vir solucionar as necessidades mais no curto-prazo.
José Lopes: "EasyJet nunca foi uma low cost pura e dura", mas Montijo é opção
Bruno Simão/Negócios
Ana Batalha Oliveira 15 de maio de 2018 às 19:56

"Desde a génese que a easyJet nunca foi uma low-cost pura e dura", afirma o director geral da EasyJet para Portugal, José Lopes, em declarações ao Negócios. Para além de "focada na relação com o cliente" e dos programas de fidelização que terão novidades em breve, a aposta em aeroportos principais ao invés dos secundários tem distinguido a marca, explica o director.

"O objectivo principal continua a ser crescer na Portela. O Montijo estará pronto em 2022 e ainda não se sabe em que condições. Ainda não podemos dizer sim ou não", concede o responsável. "Não sabemos se não seremos obrigados" a mudar, afirma, pois "neste momento o aeroporto Humberto Delgado não tem capacidade de crescimento e para podermos continuar a expandir é necessário implementar medidas que já vão com atraso", alerta José Lopes.

Entre as medidas possíveis para trazer algum alívio ao aeroporto da Portela está o fecho da pista transversal, que permitiria maximizar a utilização da pista principal. "Todos nós, operadores, controlo de tráfego aéreo e o gestor aeroportuário estamos de acordo para a urgência do fecho da pista transversal". Se é tanto o consenso, porque é que ainda não fechou? "Essa pergunta terá de ser colocada ao Ministro das Infraestruturas", remete José Lopes.

O director nacional da easyJet é ainda da opinião que "as aeronaves mais pequenas e ineficientes deviam ser restringidas e penalizadas com um aumento das taxas". "E essas decisões têm de ser tomadas o quanto antes", sublinha. José Neves acredita que o aeroporto Humberto Delgado "possa continuar a crescer" e que "todo este desenvolvimento do Montijo e de reorganização do espaço aéreo da cidade permita um aumento de capacidade disponível em ambos os aeroportos".

A easyJet revelou esta terça-feira ao Negócios o crescimento da actividade em todos os aeroportos do país. Lisboa lidera, com um aumento de 9% que eleva o número de passageiros aos 1,17 milhões, no semestre fiscal que termina em Março.O Porto aterra no segundo lugar, com 759 mil passageiros a bordo, mais 6% comparativamente ao mesmo período do ano fiscal anterior. Faro fica em terceiro lugar, mas o voo é a pique: o número de passageiros disparou quase 17% para os 534 mil. Funchal fica-se pelos 305 mil passageiros, mas cresce na mesma medida de Lisboa: 9%.




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