Turismo & Lazer Tailandeses da Minor fecham compra do Tivoli por 290 milhões de euros

Tailandeses da Minor fecham compra do Tivoli por 290 milhões de euros

Depois de ter olhado para o grupo hoteleiro em 2013, a Minor conclui o negócio apenas em Fevereiro de 2016. Foi um percurso com obstáculos, que incluiu arresto de bens e a reclamação do Montepio.
Tailandeses da Minor fecham compra do Tivoli por 290 milhões de euros
Brno Simão

O grupo tailandês Minor está esta segunda-feira a fechar a aquisição dos hotéis Tivoli. O valor global da compra aproxima-se de 290 milhões de euros, entre a absorção do passivo e os negócios já adquiridos à empresa do antigo Grupo Espírito Santo.

 

Esta segunda-feira, houve reuniões finais entre a gestão da Minor e a liderança do Tivoli, depois de um percurso com vários obstáculos. Fecha-se, assim, uma operação no âmbito de um Processo Especial de Revitalização (onde há negociação directa com credores para evitar a insolvência). O grupo tailandês já tinha olhado para a operação no final de 2013, segundo foi noticiado, mas a crise em sociedades de topo do Grupo Espírito Santo, que detinham as participações no Tivoli, impediu que a operação se concretizasse.

Oficialmente, qualquer comentário da Tivoli é remetido para esta terça-feira, dia em que haverá uma conferência de imprensa sobre o tema. 

 

O jornal americano Wall Street Journal revela que o negócio é concluído por 294 milhões de euros. Este é, segundo sabe o Negócios, o valor total que abarca as várias fases da operação: em Outubro, a Minor comprou cinco activos imobiliários ao grupo por 38,5 milhões de euros; depois adquiriu a operação do grupo no Brasil e os imóveis onde estavam os principais hotéis por 168 milhões; 82,5 milhões de euros foi, segundo avançou o Económico em Junho, o valor da compra das operações que o Tivoli tem em Portugal, assumindo-se o passivo de 62,5 milhões.

 

Um dos activos do insolvente Grupo Espírito Santo vai, assim, para as mãos do grupo tailandês. Até há pouco tempo, os imóveis estavam sob as amarras da justiça, depois de ter sido determinado o arresto sobre os bens do GES, para pagar indemnizações futuras. Foi necessária negociação mas, em Dezembro, o grupo "livrou-se" daquela situação, como deu conta o Negócios.

 

Até Novembro, também havia um obstáculo chamado Montepio, que reclamava 60 milhões de euros à Espírito Santo Hotéis. Depois de esta ser declarada insolvente, o grupo começou a pedir o dinheiro à Tivoli. Acabou, depois, por haver um acordo entre a Minor e a Caixa Económica, embora sem que se conheça em que contornos.  

O grupo tailandês consegue, assim, comprar a empresa que gere a marca Tivoli em Portugal, criando uma plataforma de ligação entre a Ásia e os seus turistas em Portugal, como refere Dillip Rajakarier, presidente da Minor, ao Wall Street Journal. 




A sua opinião2
Este é o seu espaço para poder comentar o nosso artigo. A sua opinião conta e nós contamos com ela.
Faltam 300 caracteres
Negócios oferece este espaço de comentário, reflexão e debate e apela aos leitores que respeitem o seu estatuto editorial, promovam a discussão construtiva e combatam o insulto. O Negócios reserva-se ao direito de editar, apagar ou mesmo modificar os comentários dos seus leitores se atentarem contra o bom senso e seriedade.O acesso a todas as funcionalidades dos comentários está limitada a leitores registados e a Assinantes.
comentar
comentários mais recentes
Anónimo 01.02.2016

Mais uma Salganhada. Quando e que o ricardinho da um tiro nas trombas? Ou se atira do rochedo para o mar? Ou e en.rrabado a sangue frio?

Anónimo 01.02.2016

Comparado com os 40 milhões do Pavilhão Atlântico e do BPN até foi caro ... ou então os outros foram de borla ???

pub
pub
pub
pub