Web Summit Perder o Web Summit é ficar no séc. XX

Perder o Web Summit é ficar no séc. XX

Para as marcas, a associação ao Web Summit é “incontornável”. O retorno deste investimento, que tem como principal objectivo o “networking”, será mensurável a médio prazo.
Perder o Web Summit é ficar no séc. XX
Miguel Baltazar
Sara Ribeiro 30 de outubro de 2016 às 22:25

Sendo o Web Summit um dos principais palcos que ditam as tendências tecnológicas para os próximos anos, são várias as marcas que querem integrar esta montra mundial. E não só da esfera tecnológica. Delta, TAP, EDP , Santa Casa ou a PLMJ são alguns dos parceiros do evento que vai decorrer de 7 a 10 de Novembro.

"A associação de uma marca a um evento permite responder a vários desafios de marketing e comunicação empresarial que não passam apenas por uma ligação conceptual à temática desse mesmo evento", explica Pedro Mendes, director do IPAM Lisboa. E, continua, "além das 50 mil pessoas que estarão hipoteticamente no evento, não nos podemos esquecer da dimensão mediática do mesmo e da propagação das mensagens através da comunicação social, web e redes sociais".

Já Eduardo Cintra Torres acrescenta que "o Web Summit é um evento gigante, com um programa muito diversificado, que permite não só aprender como divulgar experiências, actualizar-se e desenvolver contactos e parcerias". "Julgo que qualquer empresa, seja tecnológica ou produtora de vinho, beneficia em estar presente. Com a importância que a comunicação adquiriu nas últimas décadas, falhar o conhecimento das capacidades das novas ferramentas digitais de organização e gestão (vida interna) e comunicação externa é perder o comboio e ficar no apeadeiro do século XX enquanto se fica a ver os concorrentes no caminho do presente e do futuro", alertou o especialista de marketing.

Como explicou ao Negócios Rui Miguel Nabeiro, administrador do Grupo Nabeiro-Delta Cafés, "para as nossas marcas é uma clara oportunidade de mostrar ao mundo a qualidade dos nossos cafés e ao mesmo tempo reforçarmos o nosso ‘statement’ empreendedor e de inovação".

Já fonte oficial da Nos, parceira do evento, reforçou que "a presença no Web Summit em Lisboa é incontornável". "Um evento desta dimensão e alcance marca a agenda tecnológica para os próximos anos e comporta uma forte componente de observação e partilha de tendências, constituindo uma plataforma única para ‘corporate networking’."

Apesar de não ser parceira oficial do evento, a Vodafone Portugal também não quis perder este comboio. No entanto, ao contrário das rivais Nos e PT, não estará presente através da própria insígnia, mas sim através de seis start-ups do Vodafone Power Lab. "O maior benefício para a Vodafone não se materializa numa presença física da marca neste evento, mas na possibilidade de que as start-ups que apoia tenham a visibilidade e o reconhecimento que merecem", explicou a Vodafone.

Quanto ao retorno do investimento da associação ao Web Summit, a expectativa é que seja "mensurável apenas no médio prazo", como adiantou Alexandra Rebelo, directora do departamento de Empreendedorismo e Economia Social da Santa Casa. "O Web Summit é no fundo um ‘mercado’ de encontro entre oferta e procura, com especial realce para a actividade de ‘networking’", acrescentou.


TOME NOTA: 5 START-UPS NACIONAIS QUE VÃO ESTAR NO WEB SUMMIT

São várias as start-ups portuguesas que vão marcar presença no Web Summit. No âmbito do Road2Web Summit, promovido pelo Governo, foram escolhidas 67 start-ups para representar Portugal. No entanto, há muitas outras que vão marcar presença no evento.

1. Prodsmart 
A Prodsmart é uma start-up lusa que tem um software que recolhe dados de uma produção industrial em tempo real. Permite aos responsáveis de uma fábrica perceberem como está a ser executada uma ordem de produção ao minuto e em detalhe. A empresa foi convidada no início do ano para integrar uma aceleradora de start-ups na Alemanha. É uma das mais de 60 start-ups que vão representar Portugal no Web Summit. Além disso, venceu o Startup Challenge e vai assim ter a oportunidade para estar presente no stand da Microsoft no Web Summit.

2. Tripaya
A Tripaya é uma start-up que lhe permite procurar viagens de acordo com o seu orçamento. O cliente indica o seu orçamento e o Tripaya vai sugerir quais são os melhores destinos, incluindo o voo e hotel, dentro do orçamento definido. O Tripaya pesquisa e compara simultaneamente centenas de sites de forma a apresentar os melhores preços.

3. WiseCrop
A WiseCrop é uma plataforma que dá apoio à tomada de decisão de um agricultor. Uma das características distintivas  são as suas capacidades de integração, uma vez que a WiseCrop aglutina várias ferramentas online. Está no mercado há um ano e é usado em várias culturas. A ideia para esta solução surgiu no meio académico. 

4. Zaask
A Zaask é uma start-up tecnológica que agrega prestadores de serviços diversos. Uma das características desta plataforma é o facto de não operar em apenas um segmento. É possível encontrar prestadores de várias áreas. Apesar desta multiplicidade a Zaask consegue também dar especificidade, tendo uma página por localidade e categoria. 

5. p55
A P55 é uma plataforma de bens de luxo em segunda mão. Segundo o comunicado, nasceu em 2013 e tem como público-alvo compradores e fornecedores de arte e decoração ao nível mundial. Tem uma presença física e online. A P55 é uma das 30 empresas que vão concorrer ao "pitch" na edição deste ano do Web Summit. 




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