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Unicer supera efeitos da crise
25 Maio 2010, 11:56 por Jornal de Negócios Online | negocios@negocios.pt
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Num contexto económico e de mercado recessivo, o Grupo Unicer mantém uma forte capacidade de geração de fundos, beneficiando do processo de reestruturação iniciado em 2006 e mantendo a sua liderança no mercado cervejeiro português.
(Actualização de notação de rating já publicada)


N
um contexto económico e de mercado recessivo, o Grupo Unicer mantém uma forte capacidade de geração de fundos, beneficiando do processo de reestruturação iniciado em 2006 e mantendo a sua liderança no mercado cervejeiro português. A forte geração de fundos permitiu ao Grupo Unicer realizar o esforço de investimento e melhorar a sua autonomia financeira. Assim, na opinião da Companhia Portuguesa de Rating, S.A., as capacidades da Unicer - Bebidas de Portugal, S.G.P.S., S.A. (Unicer ou Empresa, holding do Grupo Unicer) e da Unicer - Bebidas, S.A. (empresa detida a 100,0% pela Unicer) honrarem, atempadamente e na íntegra, os seus compromissos financeiros (ratings de emitente) de curto prazo, bem como as obrigações decorrentes das emissões de papel comercial ao abrigo dos programas sujeitos a rating / follow-up, são / continuam a ser muito fortes, pelo que lhes atribui / mantém a notação A-1, com tendência estável.

Consumo de cerveja desce em Portugal

O mercado português das bebidas, sobretudo de cerveja e de águas com gás, foi negativamente afectado em 2009 pelo ambiente económico recessivo, com um decréscimo mais acentuado do consumo fora de casa e afectando especialmente a região Norte (onde o Grupo Unicer tem maior penetração e maiores vantagens competitivas). Em Angola (segundo mercado mais importante do Grupo), o impacto da crise económica mundial fez-se sentir mais ao nível da substituição do consumo de cerveja importada por cerveja produzida localmente (decorrente das restrições às importações por falta de divisas) do que na evolução do consumo de cerveja, que continuou a crescer, embora a um ritmo inferior ao dos anos anteriores. Para a substituição de cerveja importada por cerveja produzida localmente contribui também o reforço da capacidade instalada e a agressividade concorrencial dos operadores instalados localmente. Neste contexto, o volume de negócios do Grupo Unicer diminuiu 4,2% em 2009, reflectindo um decréscimo do volume de bebidas vendido (com decréscimos no mercado interno e nas exportações), um efeito negativo de alterações na estrutura de produtos / mercados e uma descida de preços médios de venda, sobretudo no mercado interno, decorrente do contexto de mercado depressivo e da agressividade concorrencial, e permitida pela redução dos preços das matérias-primas e das embalagens.

Resultados crescem

A redução da actividade do Grupo Unicer foi compensada pela diminuição dos custos fixos decorrente do processo de reestruturação, verificando-se um aumento de 2,3% no EBITDA, para 89,6 M€ em 2009. Apesar deste aumento, o resultado operacional diminuiu 5,8%, para 49,3 M€, reflectindo essencialmente o aumento das amortizações (decorrente do aumento dos investimentos em 2008). O resultado líquido do Grupo Unicer aumentou 10,8% em 2009, para 20,2 M€, beneficiando, face à evolução do resultado operacional, de uma melhoria significativa do resultado financeiro (reflectindo sobretudo o impacto da redução das taxas de juro de mercado).

Autonomia financeira melhora

No fim de 2009 o Grupo Unicer apresentava um activo total de 510,8 M€ (menos 4,4% do que no fim de 2008), com uma autonomia financeira de 22,0% (mais 1,1 pontos percentuais do que no fim de 2008). Em Setembro de 2009 o Grupo Unicer alienou a unidade de captação e enchimento de água lisa de Gouveia (reduzindo, assim, a três o número de unidades de captação e enchimento de águas lisas), em Novembro de 2009 concentrou a sua unidade de negócios de cafés no Grupo New Coffee (ficando com uma participação de cerca de 34% neste grupo) e em Fevereiro de 2010 constituiu, com parceiros angolanos, uma sociedade em Angola (denominada Unica), na qual detém 49,0% do capital social e que será responsável pelo investimento numa fábrica de cerveja em Angola. Para 2010 as perspectivas para a evolução da economia portuguesa apontam para um contexto de mercado das bebidas ainda muito difícil, que deverá ser, em parte, compensado pela perspectiva de recuperação significativa da economia angolana. Apesar deste contexto, o Grupo Unicer prevê que as medidas que tem vindo a aplicar, nomeadamente o processo de reestruturação, e um menor nível de custos extraordinários lhe permitam uma nova melhoria em 2010 dos seus níveis de rendibilidade.

Reabertura do Vidago Palace Hotel


O Grupo prevê manter em 2010 um esforço de investimento ainda significativo, salientando-se a conclusão da recuperação do Vidago Palace Hotel (que deverá reabrir em meados do ano) e o início do investimento, através da participada Unica, na fábrica de cerveja em Angola (que prevê que esteja concluída em 2012). Apesar dos investimentos significativos orçamentados para 2010, o Grupo Unicer prevê que a melhoria da geração de fluxos lhe permita manter a tendência de melhoria da sua estrutura financeira.

Emitentes

1) Unicer – Bebidas de Portugal, SGPS, S.A. e Unicer – Bebidas, S.A.2) Unicer – Bebidas, S.A.3) Unicer – Bebidas de Portugal, SGPS, S.A. ou Unicer – Bebidas, S.A.4) Unicer – Bebidas de Portugal, SGPS, S.A.
Operações1) Capacidade de Cumprimento de Compromissos Financeiros de Curto Prazo2) Papel Comercial – até 40,0 M€.3) Papel Comercial – até 40,0 M€.4) Papel Comercial – até 220,0 M€.
NotaçõesA-1, com tendência estável
Data das Notações6 de Maio de 2010



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