Sexta, 03 Setembro 2010
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PT lucra 371,9 milhões até Setembro

A Portugal Telecom lucrou, nos nove primeiros meses do ano, 371,9 milhões de euros, menos 14,2%, uma queda abaixo da prevista pela média dos analistas.
A Portugal Telecom lucrou, nos nove primeiros meses do ano, 371,9 milhões de euros, menos 14,2%, uma queda abaixo da prevista pela média dos analistas.

A média das estimativas de 13 casas de investimento apontava para uma descida de 16,8% nos lucros para 364 milhões de euros.

No terceiro trimestre, o resultado líquido foi 115,9 milhões de euros, menos 36% que no trimestre homólogo, o que ficou a dever-se à diminuição do EBITDA (meios gerados pela operação), que de Junho a Setembro diminui cerca de 20 milhões de euros face a igual período do ano passado.

Mas também devido ao aumento das amortizações. Na Vivo, optou-se por fazer a amortização total da rede de CDMA (o sistema que a Vivo tinha inicialmente, antes de fazer a migração para GSM, a tecnologia europeia) até ao final de 2010, pelo que os valores das amortizações são superiores. Os maiores níveis de amortização devem-se também ao impacto da consolidação da Telemig e das licenças de terceira geração no Brasil e, ainda, dos mais elevados investimentos em Portugal, nomeadamente no desenvolvimento da fibra óptica.

Por outro lado, a PT, no terceiro trimestre, aumentou as despesas financeiras (que inclui comissões), ainda que os juros se tenham mantido sensivelmente ao mesmo nível apesar da subida da dívida para seis mil milhões de euros. O aumento da dívida deve-se, no entanto, ao efeito cambial euro-real.

Há um ano, a PT registou, por outro lado, mais-valias decorrentes com a venda de uma posição na Africatel e a venda da participação no Banco Best. No entanto, a empresa este ano já teve maior contributo pelas participações na Unitel, CTM UOL e Médi Telecom. A empresa marroquina foi vendida, mas a operação ainda não está concluída, daí que o encaixe da venda ainda não esteja nas contas até Setembro. Ainda assim, a PT já recebeu 20 milhões de euros.

Este ano a empresa também não incorreu num custo significativo por redução do quadro de pessoal. No ano passado, o custo pelo programa de redução de activos foi de 93 milhões e o valor para saídas este ano foi de apenas quatro milhões nos nove meses.

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