Sexta, 03 Setembro 2010
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Agbar compra a sua sede por 165 milhões de euros

A empresa espanhola Águas de Barcelona decidiu exercer a opção de compra do emblemático edifício onde tem a sua sede, na capital da Catalunha, e irá pagar pela Torre Agbar cerca de 165 milhões de euros, segundo noticiou o jornal "Expansión".
A empresa espanhola Águas de Barcelona decidiu exercer a opção de compra do emblemático edifício onde tem a sua sede, na capital da Catalunha, e irá pagar pela Torre Agbar cerca de 165 milhões de euros, segundo noticiou o jornal "Expansión".

Esta será a maior transacção imobiliária em Barcelona dos últimos dois anos e uma das mais importantes da última década no que concerne a edifícios de escritórios. A Torre Agbar, concluída em 2005, com um projecto do arquitecto Jean Nouvel para o promotor Layetana, era detida pela empresa Azurelau, à qual estão ligados dois antigos accionistas da farmacêutica espanhola Almirall.

Com 142 metros de altura e 31 pisos, a torre tem 30 mil metros quadrados de espaço de escritórios, mais de 8 mil metros quadrados de serviços e cerca de 9 mil metros quadrados de área de estacionamento.

Entretanto, também em Espanha, a Reyal Urbis conseguiu chegar a acordo com a banca para o refinanciamento de uma dívida de 4,5 mil milhões de euros, segundo noticiou a agência Europa Press. O acordo foi alcançado junto de uma dezena de bancos, que irão estender o entendimento ao universo total de entidades financeiras (são quase 40) que têm créditos sobre a Reyal Urbis.

O mercado espanhol tem sido, nos últimos dias, um dos que têm concentrado maiores atenções dos agentes do mercado imobiliário internacional. Na semana passada a francesa Gecina anunciou a sua intenção de abandonar o mercado espanhol.

Até ao final do ano a Gecina irá ceder a terceiros a gestão da sua actividade corrente, de acordo com o presidente executivo da Gecina, Christophe Clamageran. A venda da operação, contudo, não será para já. "Vamos esperar por dias melhores para vender", afirmou o CEO da Gecina, citado pela agência Bloomberg.

Mas não foram só os franceses a darem sinais de problemas nas suas operações. Na Índia, as autoridades de Mumbai não conseguiram, na passada quarta-feira, encontrar compradores para os terrenos postos à venda na primeira operação do género no espaço de ano e meio.

Melhores perspectivas foram apresentadas no mercado britânico, onde a Heron International, do empresário Gerald Ronson, planeia construir uma torre de 43 pisos no centro financeiro de Londres, edifício que deverá albergar um hotel Four Seasons, com um investimento superior a 500 milhões de libras (555 milhões de euros).

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