Os juros ("yield") das Obrigações do Tesouro, a 10 anos, estão em queda. Recuam pela primeira vez em 10 sessões, depois de ontem terem fixado um novo máximo de mais de uma década ao superarem os 6%.
Os juros (“yield”) das Obrigações do Tesouro, a 10 anos, estão em queda. Recuam pela primeira vez em 10 sessões, depois de ontem terem fixado um novo máximo de mais de uma década ao superarem os 6%.Na maturidade mais longa, a 10 anos, os juros da dívida da República seguem a perder 2 pontos para 5,725%, corrigindo de parte da escalada registada nas últimas semanas. Ontem, a taxa superou a barreira dos 6%, o que já não acontecia desde 1997.Para a forte subida recente dos juros exigidos pelos investidores para comprarem dívida de Portugal contribuiu o corte do “rating” por parte da Standard & Poor’s. A notação desceu dois níveis, de “A+” para “A-”.A S&P baixou também o “rating” da Grécia, classificando-o de “lixo”. Hoje, e à semelhança do que se verifica nas “yields” de Portugal, os juros da dívida grega recuam 15 pontos para 9,796%, com a perspectiva de que o país receberá em breve o pacote de ajuda financeira do FMI e dos membros da União Europeia.Dado que a rendibilidade das obrigações de dívida pública da Alemanha, a maior economia da Europa, está a descer um ponto, para 3,037%, assiste-se a uma redução ligeira no “spread” face aos títulos de dívida da Grécia e de Portugal.Espanha, que ontem viu também o seu “rating” revisto em baixa pela S&P, é hoje um dos poucos países cujos juros da dívida sobem. A “yield” das obrigações a 10 anos está a subir seis pontos para os 4,172%.