A crise da dívida soberana da Zona Euro exacerbou a desconfiança dos alemães no projecto europeu e uma esmagadora maioria diz que, só em situações de absoluta emergência, é que a Alemanha deve voltar a ajudar um país da união monetária.
As conclusões decorrem de uma nova sondagem da Allensbach, hoje publicada no "Frannkfurter Allgemeine Zeitung", segundo a qual 63% dos inquiridos responde "não ter muita" ou mesmo "quase nenhuma" confiança na União Europeia (UE), o que traduz um novo máximo histórico.
Há dois meses, a percentagem de alemães que se dizia descrente da UE era de 51%, valor que se mantinha relativamente estável desde 2005, segundo escreve a agência Bloomberg, citando o jornal alemão.Os que se dizem crentes no projecto europeu passaram, por seu turno, de 37% para 26% no mesmo espaço de dois meses.A mesma sondagem conclui ainda que uma esmagadora maioria, 83%, considera que a Alemanha só deve envolver-se na ajuda a um outro país do euro (para além da Grécia e da Irlanda) em situações de "absoluta emergência" e sempre no âmbito de um compromisso que force os ajudados a aceitarem "condições exigentes". Apenas 6% considera que eventuais apoios aos parceiros do euro devem ser concedidos de forma mais flexível.Estes resultados sugerem que a crise da dívida soberana europeia promete ter fortes implicações no denso processo eleitoral que se avizinha na Alemanha e, consequentemente, na base de apoio parlamentar da chanceler conservadora (CDU) Angela Merkel. A partir de Fevereiro e até ao fim do ano, sete dos 16 Estados federados vão a votos. As legislativas estão marcadas para 2013.
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