As famílias e as empresas portuguesas continuam a revelar quebras de confiança na economia. Apenas o sector do comércio registou uma melhoria, com os agentes a revelarem alguma confiança nos próximos meses.

O indicador de clima económico recuou para -4,7 pontos, acentuando assim a tendência de queda desde Outubro de 2010, de acordo com o Instituto Nacional de Estatística (INE). A contribuir para esta evolução esteve a generalidade dos sectores de actividade. Indústria transformadora, serviços e construção e
Obras Públicas revelaram estar menos confiantes na economia e no futuro. Já o comércio relevou alguma melhoria, com o indicador a passar de -23 pontos para -22,9 pontos. Esta evolução é justificada essencialmente pela melhoria da percepção dos empresários deste sector em relação aos próximos três meses.
Já entre as famílias o indicar caiu de -56,8 pontos para 57,1 pontos, numa altura em que a taxa de desemprego está em níveis históricos (acima dos 13%), em que os funcionários públicos sabem que não vão receber nem subsídio de férias nem de Natal e que a economia está em recessão, com riscos de toda a situação se agravar.
A confiança das famílias está a cair desde Novembro de 2009.
O IVA na restauração aumentou e muitos produtos passaram a ser taxadas com a taxa máxima de IVA de 23%, o que aumenta a conta de supermercado das famílias.
Tudo factores que têm minado a confiança dos consumidores e das empresas.
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