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O BPI reviu em alta a avaliação da Sonae Indústria, após o acordo para a aquisição de 45,68% da brasileira Tafribrás. O banco de investimento atribui à empresa liderada por Bianchi de Aguiar um preço-alvo de 8,50 euros, para o final de 2009, “target” que atribui às acções um potencial de subida de mais de 260%. A recomendação mantém-se em “comprar”.
A equipa de “research” do BPI, liderada por Eduardo Pires Coelho afirma, numa nota de investimento emitida ontem, que a aquisição de 45,68% da participada brasileira Tafribrás à chilena Masisa por 48 milhões de euros “é positiva, já que é criadora de resultados” e, além disso, “representa um impacto positivo de 0,35 euros em cada acção” da Sonae Indústria. Nesta nota, a que Jornal de Negócios Online teve acesso, o BPI aproveitou para incorporar o negócio no Brasil nas suas estimativas e efectuou um “roll-over” à avaliação da empresa para o final de 2009. Desta forma, o banco chegou a um preço-alvo de 8,50 euros para a Sonae Indústria, o “que implica um enorme potencial de valorização”, salienta o BPI. A anterior avaliação era de 7,70 euros. Este “target” confere às acções da empresa de aglomerados de madeira um potencial de subida de 263,2%, face à cotação actual de 2,34 euros, o que leva o BPI a manter inalterada a recomendação de “comprar”. “Acreditamos que a Sonae Indústria é uma oportunidade de investimento muito atractiva, numa base risco/retorno”, salienta o analista Eduardo Pires Coelho. A Sonae Indústria tem vindo a atingir mínimos históricos consecutivos. As acções da empresa liderada por Bianchi de Aguiar têm “registado um dos piores desempenhos entre as médias e pequenas capitalizações da Ibéria, depois de perder 64% em 2008 e 77% nos últimos doze meses”, lembra o BPI. “A acção continua a ter uma baixa visibilidade de resultados, ao mesmo tempo que combina tudo aquilo de que os investidores têm fugido, nomeadamente: a natureza cíclica, exposição ao imobiliário espanhol, Reino Unido e EUA, à volatilidade de várias matérias-primas e a várias moedas”. Ainda assim, o BPI sustenta a sua tese de investimento no facto da Sonae Indústria estar atractiva. “Está a negociar a 0,58 vezes o valor contabilístico estimados para este ano, e esperamos um aumento na visibilidade dos resultados dos próximos trimestres, suportado numa redução dos custos das matérias-primas, no aumento da actividade das linhas de produção no Canadá e na África do Sul, bem como as unidades do IKEA em Portugal”. |
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