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Os preços do petróleo seguiam a valorizar nos mercados internacionais, a negociar no valor mais alto desde 6 de Junho, animados pela ameaça de greve numa petrolífera brasileira e pelo aumento das tensões no Médio Oriente.
O crude negociado no mercado de Nova Iorque subia 0,88% para os 142,89 dólares por barril, enquanto em Londres o “brent” avançava 0,75% para 143,10 dólares. A impulsionar a matéria-prima está a ameaça de greve por um período de cinco dias no Brasil, por parte dos trabalhadores da Petrobras, o que poderá afectar 80% da produção da petrolífera. A comissão dos trabalhadores da empresa adiantou que prevê levar a cabo uma paralisação a partir da próxima segunda-feira. Também o aumento da tensão na região do Golfo Pérsico está a contribuir para a subida do “ouro negro”. Ontem, o Irão testou o lançamento de dois mísseis, com capacidade para alcançarem o território israelita, o que fez aumentar os receios de ataques no Médio Oriente. O Irão tem sido alvo de críticas e avisos por parte dos EUA e de Israel por estar a desenvolver um programa nuclear, críticas essas que o país tem ignorado. Outros problemas no lado do fornecimento poderão surgir ainda na Nigéria, depois do Movimento para a Emancipação do Delta do Níger ter avisado que vai interromper o cessar fogo a partir do dia 12 de Julho. |
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