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A Airplus TV requereu à Anacom que fosse nomeado novo júri para avaliar as propostas ao concurso para a plataforma de canais pagos da televisão digital terrestre, anunciou hoje Luís Nazaré, presidente da empresa em Portugal.Depois do relatório preliminar do júri que deu o primeiro lugar à Portugal Telecom, a Airplus TV contestou a classificação, considerando que o júri foi parcial e entrou em “irregularidades formais patentes em todo o processo”. Luís Nazaré comentou, ainda, que o júri “cometeu erros técnicos grosseiros, quase qualificaríamos de incompreensíveis para um júri deste quilate”. A principal contestação do júri tem a ver com o método de avaliação que para a Airplus “é enviesado e desajustado e que permite resultados aberrantes”. A Airplus TV garante que “vai até ao fim” na contestação, já que “nos sentimos indignados como tratou e não considerou a proposta da Airplus nas partes mais importantes”. No relatório preliminar, segundo a Airplus, a sua proposta foi a melhor classificada em quatro de sete critérios, que são os “critérios efectivamente mais importantes”. No entanto, o método de avaliação, que a Airplus garantiu que só teve conhecimento após a entrega das propostas, permitia que num dos pontos avaliados a proposta da PT fosse valorizada em 200 pontos enquanto a da Airplus recebeu nota negativa em 66,67 pontos, concretizou Luís Nazaré. Se a Anacom não nomear novo júri, admite-se que a Airplus avance para Tribunal, na tentativa de impedir a adjudicação do concurso à PT. Para a Airplus, “considera que venceu. É uma questão de tempo para as suas razões serem reconhecidas por quem de direito. Vamos estar à frente, mas para já ainda não estamos”. Em conferência de imprensa, a Airplus acusou o júri de imparcialidade e arbitrariedade. E vai mais longe, exemplificando que o júri não considerou o software proposto pela Airplus para definir a cobertura da rede, porque o considerou “optimista”, acabando por utilizar um outro software para aferir a cobertura de rede que deu resultados diferentes. O problema, segundo Luís Nazaré, é que “o software que o júri testou é o utilizado pela PT”. Por isso, “é absolutamente indispensável que se proceda a uma análise independente”. |
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