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A bolsa portuguesa volta hoje a viver uma sessão negra. O PSI-20 já atingiu um novo mínimo de Novembro de 2005, abaixo dos 8.000 pontos, recuando mais de 5%, com todas as 20 cotadas em terreno negativo. Contudo, o índice já atenuou parte das quedas e desvalorizava nesta altura 3,52%, aproximando-se das perdas registadas nas restantes praças europeias, num dia em que a banca está em “queda livre”.
O PSI-20 marcava 8.032.41 pontos, depois de já hoje ter negociado abaixo da barreira dos 8.000 pontos pela primeira vez desde Novembro de 2005. 19 das 20 cotadas descem mais de 1%, e seis já atingiram mínimos, alguns deles históricos. A penalizar o sentimento dos investidores estão os receios com novas perdas relacionadas com a crise no mercado de crédito de alto risco, numa semana em que três dos maiores bancos dos EUA divulgam as suas contas do segundo trimestre do ano. Os problemas financeiros das empresas hipotecárias norte-americanas Fannie Mae e Freddie Mac foram as últimas notícias conhecidas neste sentido. As praças europeias estão a viver um dia fortemente negativo, mas as perdas são inferiores a 2%. A queda de Lisboa é mais acentuada, devido sobretudo à desvalorização da banca. O BCP, maior banco privado nacional, recuava 7,89% para os 1,05 euros, atingindo mesmo o valor mais baixo de sempre desde que está cotado em bolsa, nos 1,025 euros. Já foram negociadas mais de 41 milhões de acções do banco, que esteve a descer mais de 10%. Ainda no sector financeiro, o Banco Espírito Santo (BES) e o BPI também acompanhavam este sentimento com quedas respectivas de 4,37% para os 8,42 euros e de 6,38% para os 2,20 euros. O banco liderado por Ricardo Salgado negociou nos 8,13 euros, o valor mais baixo desde Outubro de 2002, enquanto o BPI atingiu um mínimo de Abril de 2003 nos 2,15 euros. Na Europa, o índice Dow Jones Stoxx para a banca perdia 4,08%, continuando a ser o sector mais afectado. A Brisa desvalorizava 5,38% para os 6,15 euros, tendo já atingido um mínimo de Abril de 2005 nos 6,11 euros. Além de acompanhar as quedas generalizadas que têm afectado os mercados accionistas, a concessionária tem sido afectada pelo corte no preço-alvo por parte de algumas casas de investimento. A redução mais recente foi feita pelo Natixis, que reduziu o preço-alvo para 8,40 euros e recomendou “reduzir”. As acções da Galp Energia cotavam nos 12,19 euros, o que representava uma descida de 2,87, depois de já hoje ter perdido mais de 9%. O presidente executivo da petrolífera anunciou hoje que a taxa "Robin dos Bosques" não vai afectar o dividendo da empresa. A Mota-Engil depreciava 5,61% para os 3,53 euros e a Teixeira Duarte cedia 3,49% para os 0,83 euros, penalizada pela evolução da cotação do BCP. Destaque para a Redes Energéticas Nacionais (REN) que foi o único título a iniciar a sessão em alta e já inverteu essa tendência. As acções da empresa liderada por José Penedos desciam 2,1% para os 2,80 euros. A Energias de Portugal (EDP) depreciava 2,46% para os 3,37 euros e a EDP Renováveis desvalorizava 2,16% para os 6,80 euros. A Zon Multimédia registava o melhor desempenho e recuava 0,19%para os 5,19 euros, enquanto na família Sonae a “holding” do grupo sofria a queda menos pronunciada ao cair 1,52% para os 0,65 euros. A Sonae Indústria perdia 4,05% para os 2,37 euros e a Sonaecom caía 2,96% para os 1,97 euros (atingiu mínimo desde Agosto de 2003 nos 1,92 euros). A Semapa descia 1,60% para os 7,39 euros, tendo já negociado nos 7,16 euros, um mínimo de Janeiro de 2006. A Portugal Telecom (PT), que, na sessão de ontem, foi um dos principais responsáveis pela descida da bolsa, depreciava 1,62% para os 6,66 euros, após ter tocado num mínimo de Novembro de 2005, nos 6,525 euros. |
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