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A bolsa portuguesa está hoje a negociar em alta, pela segunda sessão consecutiva, com o PSI-20 a somar 3,67%, num dia em que a generalidade das cotadas regista ganhos acentuados, acima dos 2%. A Brisa e a Zon brilham, ao avançarem mais de 7%, enquanto a Galp Energia segue sozinha nas quedas. A petrolífera não valoriza há oito sessões consecutivas.
O índice de referência do mercado nacional seguia a valorizar para 8.422,41 pontos, acompanhando a tendência dos pares europeus, mas com um desempenho superior. Os mercados accionistas estão hoje a beneficiar de uma acalmia nos receios com as perdas relacionadas com a crise do “subprime” e dos resultados que estão a ser divulgados, nomeadamente, do JPMorgan que superou as estimativas. Os números do banco americano, o maior dos EUA por valor de mercado, estão a animar as acções do sector financeiro europeu, e também nacional. O BCP lidera as valorizações na banca, ao somar 6,36% para 1,17 euros, depois de no início da semana ter chegado a cotar no valor mais baixo de sempre. O BPI, que ontem disparou 8%, volta ao ganhos e soma 4,55% para 2,53 euros. O BES está também a subir mais de 4%. Praticamente todas as cotadas do PSI-20 estão em alta, acentuada. Dezassete empresas ganham mais de 2%, mas há mesmo títulos que chegam a subir mais de 7%. É o caso da Brisa que avança 8,04% para 6,85 euros, depois de várias sessões negativas. A Zon está a ganhar 7,17% para 5,83 euros, a beneficiar de notas de “research” positivas emitidas nos últimos dias. No sector das telecomunicações nota também para a Portugal Telecom, que avança 2,76% para 6,88 euros, enquanto a Sonaecom segue em alta de 3,14% para 1,97 euros, uma tendência que é seguida pelos restantes títulos da família Azevedo. A Sonae SGPS dispara mais de 5% para 70 cêntimos e a Sonae Indústria avança 3,75% para os 2,49 euros. A EDP, um dos “pesos pesados” da bolsa nacional, seguia a ganhar 2,04% para 3,50 euros, já a EDP Renováveis está a subir 3,65%, animada pelo “research” do CaixaBI. O banco de investimento iniciou a cobertura da empresa com um preço-alvo de 9,10 euros e uma recomendação de “comprar”. Os títulos seguem a negociar nos 7,10 euros, ainda longe do preço que foram vendidos na OPS. Ainda no sector energético, mas em queda, está a Galp Energia. A petrolífera é protagonista da única desvalorização na bolsa de Lisboa, uma tendência que se verifica há oito sessões consecutivas. Os títulos seguiam a perder 0,62% para 11,19 euros, penalizados pela descida dos preços do petróleo e o impacto da taxa “Robin dos Bosques” nas contas da empresa. Em alta, mas com ganhos menos acentuadas, nota para a Jerónimo Martins e a Altri, os únicos dois títulos que não registam ganhos superiores a 2%. Acima desta fasquia, de salientar o ganho de 3,75% da Mota-Engil, de 3,17% da Semapa, de 5,05% da Cimpor, e também a valorização de 4,49% das acções da Teixeira Duarte, que estão a ser negociadas nos 0,93 euros. Fora do PSI-20, os ganhos estão também a ser elevados. O Banif soma 3,01% para 1,71 euros e a mais recente cotada da bolsa nacional, a Ramada Investimentos ganha 2,23% para 1,145 euros, depois de ontem ter subido mais de 16% animada pelo início de cobertura do Caixa BI. O banco de investimento atribui às acções um “target” de 1,50 euros e uma recomendação de “comprar”. |
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