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O mercado accionista português acentuava os ganhos registados a meio da manhã e subia cerca de 2%, numa altura em que 17 dos 20 títulos que compõem o índice negociavam em terreno negativo. Apenas a Redes Energéticas Nacionais (REN) e a Brisa não subiam, enquanto a PT seguia estável, numa sessão positiva da bolsa portuguesa. O PSI-20 ganhava 1,97% para os 8.844,75 pontos, em sintonia com os restantes índices europeus que beneficiavam da subida dos preços das matérias-primas. Contudo, as principais bolsas europeias registavam ganhos mais ligeiros do que a praça de Lisboa que continua a ser a que regista uma maior desvalorização desde o início do ano (32%). A bolsa nacional iniciou a sessão em terreno negativo, mas os ganhos do sector financeiro levaram à inversão da tendência de queda do índice português. Tal como na sessão da passada sexta-feira, este sector é o principal responsável pela recuperação do mercado bolsista português. O Banco Espírito Santo (BES) lidera as subidas, apreciando 6,92% para os 10,585 euros. O BPI valorizava 4,64% para os 2,93 euros. No dia em que anunciou que o lucro do polaco Millennium Bank atingiu os 72 milhões euros no primeiro semestre, o que corresponde a um crescimento de 19% em relação ao mesmo período de 2007, o Banco Comercial Português (BCP) subia 1,67% para os 1,215 euros. O maior banco privado nacional apresenta amanhã os seus resultados do primeiro semestre do ano. O sector nacional acompanhava os ganhos do índice Dow Jones Stoxx para a banca que somava 0,22%. Os títulos do grupo Sonae também contribuíam para o avanço do índice nacional, com a “holding” do grupo a somar 6,08% para os 0,785 euros. A Sonae Indústria ganhava 4,21% para os 2,72 euros e a Sonaecom subia 2,87% para os 2,15 euros. O sector da construção também negociava em forte alta, com a Teixeira Duarte a valorizar 8,65% para os 1,13 euros e a Mota-Engil a somar 3,45% para os 3,90 euros. No sector energético, apenas a REN não seguia a tendência positiva, descendo 0,34% para os 2,95 euros. As acções da empresa liderada por José Penedos eram penalizadas pelo corte efectuado pela EuroMobiliare de mais de 7% no seu preço-alvo para os 3,90 euros por acção. A Energias de Portugal (EDP) subia 1,26% para os 3,605 euros e as acções da Galp Energia cotavam nos 11,51 euros, o que representa um avanço de 1,86%, depois de o jornal espanhol “El Economista” apontar a petrolífera como potencial comprador da posição na ACS na Unión Fenosa, o que o BPI considera “pura especulação”. A EDP Renováveis seguia nos 7,03 euros, valorizando 0,57% . A empresa liderada por José Penedos foi hoje objecto do início de cobertura pela Merrill Lynch, que atribui às acções um preço-alvo de 8 euros e uma recomendação de “neutral”. Quanto às operadoras de telecomunicações, a Portugal Telecom (PT) seguia estável nos 7,06 euros e a Zon Multimédia ganhava 2,20% para os 6,04 euros. Destaque negativo para a Brisa que regressava às quedas e cedia 0,14% para os 7,13 euros. |
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