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A praça de Lisboa seguia a acentuar a queda registada desde o início da sessão e perdia já mais de 2%, em sintonia com as principais bolsas europeias, penalizada sobretudo pela desvalorização dos títulos do sector financeiro, que foram hoje objecto de notas de investimento por parte de bancos estrangeiros.
O PSI-20 perdia 2,69% para os 8.578,55 pontos, com três cotadas em alta e 17 em queda. A bolsa portuguesa prepara-se para pôr termo a um ciclo de quatro sessões muito positivas, algo que não acontecia desde o final de Outubro do ano passado. Neste período, o índice de referência da bolsa portuguesa acumulou uma valorização de 10,04%, com o sector financeiro a ser o motor da recuperação. A época de resultados semestrais das principais cotadas da bolsa nacional tem hoje início com o BCP a divulgar as suas contas depois do fecho do mercado. Os analistas contactados pela Reuters e pelo Jornal de Negócios estimam uma quebra de cerca de 70% nos lucros do banco, face ao mesmo período do ano passado. O mesmo sector é, na sessão de hoje, o mais penalizado, tendo sido já três as casas de investimento que emitiram análises sobre os bancos nacionais, onde reduziram preços-alvo e estimativas de resultados. O BPI é o banco mais penalizado com uma queda de 8,68% para os 2,63 euros. As acções do Banco Comercial Português (BCP) também negociavam em forte queda e cotavam nos 1,105 euros, o que representava uma desvalorização de 7,53%. O Banco Espírito Santo (BES) acompanhava esta tendência e depreciava 4,49% para os 10,21 euros. A Keefe, Bruyette & Woods (KBW) reviu em baixa as previsões de resultados para a banca nacional e também para o sector financeiro espanhol. Em Portugal, as estimativas foram reduzidas em 6%, para este ano, e em 4%, para 2009, sendo a maior redução nos números do BCP. A UBS cortou os preços-alvo para os três maiores bancos portugueses, enquanto o Deutsche Bank reduziu a avaliação para o BES e BCP. O sector das telecomunicações era também muito penalizado, com a Portugal Telecom (PT) a depreciar 2,47% para os 6,905 euros, a Zon Multimédia a cair 1,34% para os 5,90 euros e a Sonaecom a recuar 0,94% para os 2,10 euros. Este sector seguia a reagir aos resultados inferiores ao previsto apresentados pela sueca Ericsson e ao anúncio feito pela Vodafone de que reviu em baixa as suas previsões de vendas. Quanto à construção, o sentimento era também negativo, com a Teixeira Duarte a ceder 5,22% para os 1,09 euros e a Mota-Engil a perder 4,09% para os 3,75 euros. A Cimpor desvalorizava 3,78% para os 4,71 euros. No sector energético, a Energias de Portugal (EDP) perdia 2,25% para os 3,475 euros e a EDP Renováveis cedia 1,43% para os 6,89 euros. A contrariar esta tendência de queda seguia a Galp Energia que avançava 1,80% para os 11,87 euros, depois de no último mês ter sido muito penalizada. Em forte alta, a Altri ganhava 4,80% para os 2,51 euros, no dia em que a Lisbon Brokers reiniciou a cobertura da empresa com uma recomendação de “forte compra” e um preço-alvo de 3,00 euros. A empresa liderada por Paulo Fernandes já chegou a “disparar” mais de 13%. A Jerónimo Martins também beneficiava de um conjunto de recomendações positivas emitidas hoje e que divulgaram boas perspectivas para os resultados da retalhista portuguesa. A Goldman Sachs adicionou a companhia à sua lista europeia de recomendações de “compra”. A retalhista negociava nos 4,81 euros, registando uma valorização de 5,60%. As restantes bolsas europeias negociavam também em terreno negativo pressionadas pelo sector das telecomunicações que era penalizado pelas más notícias da Ericsson e da Vodafone. |
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