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A praça de Lisboa seguia a acentuar a tendência de valorização com que iniciou a sessão, ganhando cerca de 2%, numa altura em que apenas dois títulos negociavam em terreno negativo. O sector financeiro voltava a estar em destaque, um dia após a apresentação das contas do Banco Comercial Português (BCP). O PSI-20 valorizava 1,74% para os 8.814,54 pontos, com 17 cotadas em alta, duas em queda e uma estável. As restantes bolsas europeias também negociavam em forte alta, animadas pela apresentação de resultados acima do esperado por parte de empresas como a Volkswagen e da Peugeot, e pela queda dos preços do petróleo. Depois de ontem ter terminado a sessão a ceder mais de 1%, o mercado bolsista português regressava hoje aos ganhos, impulsionado sobretudo pelo sector financeiro, que recuperava das quedas acentuadas ontem sofridas. O Banco Comercial Português (BCP) avançava 2,62% para os 1,175 euros, depois de ontem ter apresentado uma quebra de 67,2% no primeiro semestre deste ano para os 101,4 milhões de euros. Os analistas contactados pela Reuters e pelo Jornal de Negócios previam um recuo de 68%, para 99,1 milhões de euros, dos resultados líquidos do banco. Na sequência destes números, o Deutsche Bank que considerou os resultados “fracos”, cortou hoje o preço-alvo para as acções do banco para 1,00 euro, mantendo a recomendação de “vender”. Os restantes analistas mantiveram os "targets". O BPI somava 2,89% para os 2,67 euros, enquanto o Banco Espírito Santo (BES) apreciava 5,16% para os 10,70 euros, e liderava os ganhos do sector. Os títulos do grupo Sonae estavam também entre os principais destaques da sessão de hoje, com a “holding” do grupo a valorizar 3,82% para os 0,815 euros. As acções da Sonaecom cotavam nos 2,21 euros, registando um ganho de 3,27%, enquanto a Sonae Indústria apreciava 4,50% para os 3,25 euros. Segundo as previsões da Espírito Santo Research, a Sonae Indústria terá registado uma quebra de 80% nos resultados líquidos no primeiro semestre, sendo que no segundo trimestre os prejuízos terão totalizado 3 milhões de euros. Para a Sonaecom, a estimativa da ESR aponta também para prejuízos de 2,4 milhões de euros no segundo trimestre deste ano, com a performance da companhia a ser penalizada pelo aumento da concorrência. Fora do PSI-20, a Sonae Capital avançava 7,14% para os 1,05 euros. No sector das telecomunicações, a Portugal Telecom (PT) também favorecia o comportamento positivo do mercado português, apreciando 0,43% para os 6,98 euros, enquanto a Zon Multimédia registava uma queda de 0,32% para os 6,24 euros. No sector da construção, a Teixeira Duarte ganhava 4,55% para os 1,15 euros e a Mota-Engil somava 1,79% para os 3,97 euros. Também a Altri, a Cimpor e a Jerónimo Martins negociavam em forte alta. As acções da empresa liderada por Paulo Fernandes tocavam nos 2,685 euros, com uma subida de 4,07%, a cimenteira somava 4,07% para os 4,86 euros e a retalhista subia 3,54% para os 4,97 euros. A segunda empresa em terreno negativo era a Galp Energia que cedia 0,42% para os 11,72 euros. A EDP Renováveis seguia estável nos 6,75 euros. A Espírito Santo Research (ESR) anunciou hoje que estima que a empresa de energias renováveis tenha terminado o primeiro semestre do ano com lucros de 44 milhões de euros. Ainda do lado das energias, a Energias de Portugal (EDP) subia 1,29% para os 3,53 euros e a Redes Energéticas Nacionais (REN) valorizava 0,69% para os 2,93 euros. A ESR antecipou hoje que a empresa liderada por José Penedos deverá apresentar, na próxima semana, uma subida de 16% no seu resultado líquido do primeiro semestre do ano para os 86,5 milhões de euros. |
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