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Novos dados económicos sugerem que as expectativas iniciais que indiciavam que a Europa estava relativamente imune ao abrandamento económico dos EUA “eram optimistas”, considera a Standard & Poor’s num relatório, onde acrescenta que poderá estar para vir um abrandamento económico ainda maior no segundo semestre, depois do PIB ter crescido 0,8% no segundo trimestre.
A mesma fonte explora as contrariedades que as economias europeias enfrentam actualmente, desde o abrandamento do crescimento no comércio mundial à sobreavaliação do euro, passando pela estagnação dos salários dos consumidores e pela queda das acções. “Como resultado destes dados negativos, os inquéritos aos consumidores e empresários mostram de forma consistente o medo de que uma recessão domine” a Europa, disse Jean-Michel Six, director económico do velho Continente da agência de “rating”. “Com a inflação a permanecer elevada, a questão continua a ser: irá a Europa entrar em estagflação [economia não crescer, com a inflação a subir] ou ainda pior, numa verdadeira recessão?, questiona o especialista. Segundo a agência, o fato do Produto Interno Bruto (PIB) da Zona Euro se ter contraído a uma taxa anual de 0,8% no segundo trimestre, indicia que um abrandamento económico ainda maior está para vir no segundo semestre deste ano. “Consideramos que as previsões para a inflação para os próximos 12 meses será provavelmente a variável mais crítica para as economia europeias”, sublinha Jean-Michel, acrescentando que “na verdade, a desaceleração da inflação devido à desvalorização do petróleo vai criar um ambiente muito diferente para as políticas monetárias e aliviar os consumidores”. Até lá, a Europa deverá preparar-se, no entanto, para um período de estagflação, embora, com este cenário, algumas tendências divergentes deverão ocorrer. Alemanha e França deverão resistir mas Espanha e Reino Unido deverão entrar em recessão Segundo o economista, “enquanto a Alemanha e alguma parte da França tendem a mostrar resistência graças a alguns fundamentais fortes, a economia espanhola deverá experimentar pelo menos dois trimestres de crescimento negativo, o que poderá ser qualificado como o início de uma recessão técnica”. A mesma fonte acrescenta que o elevado nível de dívida das famílias sugere que o Reino Unido está mais exposto a uma verdadeira recessão do que a Zona Euro no seu todo, “embora consideremos que o choque será menos dramático do que as recessões registadas nos anos 80 e 90”. |
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