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As Euribor continuam a subir. A taxa interbancária, a seis meses, completou hoje a 11ª sessão consecutiva de ganhos, a maior série positiva desde Março, um reflexo das tensões que persistem nos mercados de crédito. Voltou a atingir um novo máximo histórico.
Esta taxa, que serve de indexante nos créditos concedidos pela banca às empresas e às famílias – especialmente para a compra de habitação própria –, com maturidade a seis meses, subiu para 5,276%, um novo recorde, voltando a aumentar o diferencial para a taxa directora da Zona Euro, os 4,25%. A série de ganhos é a maior dos últimos seis meses. A escalada foi geral. Em todas as maturidades assistiu-se a uma subida das Euribor. A três meses fixou-se nos 5,066%. No prazo mais longo, a doze meses, chegou aos 5,467%. Mas foi na taxa interbancária a um mês que se verificou a maior subida, tal como na sessão de ontem. Avançou para 4,908%. As subidas consecutivas das Euribor reflectem a instabilidade nos mercados de crédito, isto apesar das várias medidas tomadas pelos bancos centrais, como as injecções de liquidez, e o anunciado plano de salvamento das instituições financeiras dos EUA, criado pelo Departamento do Tesouro e a Reserva Federal norte-americana. As medidas não estão a conseguir acalmar os mercados monetários. A opinião dos especialistas é de que mantém-se a falta de confiança entre os bancos da Europa no cumprimento do pagamento dos empréstimos que são concedidos entre as instituições financeiras da região. |
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