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A última sessão de Setembro foi bastante agitada. Várias cotadas conseguiram valorizações acentuadas, permitindo ao PSI-20 fechar em alta de 1,87%, ganho que ainda assim foi insuficiente para apagar o mau desempenho ao longo de todo o mês que agora termina. No acumulado, o trimestre foi, também ele, negativo, com o índice principal a deslizar quase 10%.
Nos três meses que hoje terminaram, o PSI-20 registou uma quebra de 9,78%. Desempenho para o qual em muito contribuíram os maus registos de 16 das 20 cotadas que o compõem. Quatro títulos conseguiram escapar e houve mesmo um que se destacou com uma forte valorização. A Jerónimo Martins disparou mais de 30%, uma média de 10% ao mês. A empresa liderada por Luis Palha da Silva conseguiu também um ganho em Setembro, mês em que o índice principal recuou praticamente 6,6%, penalizado pelo agudizar da crise nos mercados de crédito que ditou a falência de vários “gigantes” do sector financeiro dos EUA e, mais recentemente, da Europa. Setembro foi, assim, o terceiro pior registo mensal do PSI-20 deste ano. Mas a desvalorização ficou, no entanto, distante das quedas de 15,98% em Junho e 14,25% em Janeiro. Os maus desempenhos destes dois meses, em particular, contribuem em muito para o saldo do PSI-20 no total do ano. O índice principal da bolsa de Lisboa cai 38,3% desde o início do ano e encaminha-se para a maior queda anual da história. O registo da praça nacional é um dos piores entre os mercados na Europa e o 21º, a contar do fim, numa base global, tendo em conta os 88 índices mundiais considerados pela Bloomberg. |
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