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Os resultados do terceiro trimestre apresentados pela Zon Multimédia no passado domingo superaram as estimativas dos analistas do JPMorgan. Ainda assim, a casa de investimento alerta para os fracos números reportados na plataforma de televisão DTH (oferta por satélite) e na base de clientes por subscrição.
De acordo com os analistas Jonathan Dann e Daniel Morris, os números apresentados pela operadora liderada por Rodrigo Costa são “sólidos” e mostram que a estratégia para os produtos de banda larga e telefones “parece estar a resultar e o abrandamento económico não os está ainda a afectar”. Neste âmbito, as receitas de 193,1 milhões de euros no terceiro trimestre apresentadas pela Zon superaram as estimativas do JPMorgan em 0,5%, enquanto o EBITDA de 64 milhões de euros ficou 6,8% acima das estimativas dos analistas do banco de investimento, “demonstrando uma estratégia forte e progresso num ambiente macroeconómico de abrandamento”. Pela negativa, a casa de investimento destacou os fracos números no segmento de televisão, onde a empresa perdeu mais clientes do que o estimado pela JPMorgan, penalizada pelas perdas no DTH. No comunicado de apresentação de resultados, a Zon salientou que o “impacto negativo na base de clientes de TV por subscrição foi sentido quase exclusivamente em áreas onde a Zon está presente com a sua rede de cabo”. Já na banda larga, a empresa registou um crescimento de 20 mil clientes, acima dos seis mil previsto pelos analistas. A casa de investimento tem um preço-alvo de 4 euros para as acções da Zon e uma recomendação de “underweight”. |
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