| Página Inicial | Actualizar |Favoritos| A sua Homepage | Enviar por mail | Imprimir | Mapa do site | Ajuda | Registo Gratuito |
|
Os índices de confiança dos empresários e dos consumidores portugueses atingiram os valores mais baixos desde que o INE iniciou a compilação destes dados , nos anos 80. As famílias portuguesas mostram-se sobretudo preocupadas com as perspectivas para a evolução do desemprego.
Nos inquéritos de conjuntura hoje publicados, o Instituto Nacional de Estatística (INE) salienta que o indicador de clima económico, que mede a confiança dos empresários, registou a sexta queda mensal consecutiva em Novembro, atingindo o mínimo histórico para a série iniciada em 1989. A queda foi acentuada, com o indicador de clima económico a descer de -0,3 para 1,2 pontos negativos No consumidores, o índice de confiança também baixou em Novembro, passando de -43,1 para 45,3 pontos negativos. Em Julho o índice tinha atingido um mínimo histórico de 47,2 pontos, mas o INE salienta que “em valores efectivos sem aplicação de médias móveis de três meses, este indicador em Novembro situou-se no mínimo histórico da série iniciada em Junho de 1986”, igualando os valores de Julho e outubro. Estes dados mostram que a crise está a ter um forte impacto na confiança dos agentes económicos portugueses, numa altura em que a economia portuguesa, de acordo para as previsões dos organismos internacionais, caminha para uma recessão, com um crescimento negativo em 2009. Desemprego é principal preocupaçãoA queda do índice de confiança dos consumidores resultou da evolução negativa de todas as componentes, “especialmente intenso no caso das perspectivas sobre a evolução do desemprego”. As perspectivas sobre uma evolução negativa do desemprego atingiram o ponto mais alto desde Maio de 2004, espelhando as preocupações dos portugueses sobre a manutenção do posto de trabalho. As previsões da OCDE apontam para que em 2009 o desemprego em Portugal vai atingir perto de 500 mil pessoas, com a taxa a subir até aos 8,5%, o valor mais elevado desde a adesão de Portugal à União Europeia. As perspectivas sobre a evolução da situação financeira das famílias e económica do país também diminuíram em Novembro, depois de terem recuperado nos três meses anteriores. A opinião dos consumidores sobre a situação económica do país diminuiu ligeiramente em Novembro, depois de ter recuperado nos dois meses anteriores e as apreciações sobre a evolução passada e futura dos preços diminuíram significativamente nos últimos quatro meses. Já as opiniões sobre a compra de bens duradouros no momento actual atingiram um novo mínimo histórico em Novembro, registando um movimento descendente contínuo nos últimos cinco meses. As opiniões sobre a poupança no momento actual recuperaram nos últimos três meses, após terem estabilizado em Agosto no mínimo histórico da série (o mesmo valor de Março). Queda da confiança atinge todos os sectores No mês de Novembro todos os indicadores de confiança sectoriais apresentaram um andamento negativo, repetindo o já observado no mês anterior. A queda na confiança, segundo o INE, foi sobretudo intensa na indústria transformadora, com este índice sectorial a reforçar a trajectória descendente anterior e atingindo o mínimo desde Setembro de 1993. Na construção e obras públicas o indicador de confiança intensificou o movimento descendente dos cinco meses anteriores devido à evolução negativa de ambas as componentes, mas mais expressiva no caso das perspectivas de emprego. Já o indicador de confiança do comércio também reforçou em Novembro a trajectória descendente anterior, atingindo o mínimo histórico da série iniciada em Janeiro de 1989. Esta evolução negativa resultou da diminuição observada em ambos os subsectores, embora mais intensa no comércio a retalho. Nos Serviços, o indicador de confiança diminuiu fortemente nos últimos seis meses, atingindo o mínimo desde o final de 2003. “A evolução apresentada desde Julho resultou do andamento negativo de todas as componentes do indicador, tendo em Novembro sido mais intenso no caso das perspectivas de procura”, refere o INE. |
Para comentar esta noticia deverá ser membro registado no Jornal de Negócios. Se está registado no Jornal de Negócios faça login. Caso contrário poderá registar-se gratuitamente. |
|
© 2001-2008 - Bolsamania Tech Solutions
Divisão de Web Financial Group, S.A.
Todos os direitos reservados.