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O défice orçamental de 2009 será de 3% e não de 2,2% aprovado no Orçamento do Estado. A previsão foi feita pelo primeiro-ministro na apresentação do plano anti-crise hoje aprovado em Conselho de Ministros extraordinário. O agravamento do défice reflecte as medidas agora adoptadas.
A "Iniciativa para o Investimento e Emprego" aprovada pelo Governo envolve uma verba global de 2.180 milhões de euros, 1300 milhões dos quais têm origem no Orçamento do Estado enquanto os restantes têm origem em financiamento comunitário (880 milhões de euros). O montante que vem do Orçamento do Estado é equivalente a 0,8% do PIB e não estava previsto. Daí que o défice previsto de 2,2% passe a ser de 3%. "Este é um esforço adicional", afirmou o primeiro-ministro José Sócrates na conferência de imprensa de apresentação do plano onde estiveram também os ministros das Finanças, da Economia e do TRabalho. O primeiro-ministro disse ainda que a subida do défice planeado de 1,5% em 2009 inscrito no no Programa de Estabilidade e Crescimento apresentado o ano passado já tinha sido agravado para 2,2% por causa das medidas anti-crise anteriormente anunciadas. Os efeitos das novas perspectivas para o crescimento da economia e o desemprego não foram revelados. José Sócrates remeteu para o novo Programa de Estabilidade e Crescimento que será apresentado na Assembleia da República para depois seguir para Bruxelas. O impacto da crise económica internacional em Portugal "será forte", afirmou José Sócrates, acrescentando que só quis avançar com um plano "articulado com os outros países". O Conselho Europeu aprovou na sexta-feira um plano global para a UNião Europeia. O Orçamento do Estado para 2009 aprovado recentemente na Assembleia da República consagra um défice público de 2,2% e está enquadrado por um crescimento económico de 0,6% e uma taxa de desemprego de 7,8%. O quadro de medidas aprovadas na Cimeira Europeia que encerrou na sexta-feira permitem que os governos adoptem medidas que elevem temporariamente os défices públicos. |
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